PAGE-TYPE=single

Todo bebê nasce com o pé chato; saiba como estimular a curvatura

Entenda mais sobre o desenvolvimento dos pés e a importância em deixar a criança andar descalça
0 Comentários

Os pés dos bebês são tão fofos que dão até vontade de morder! Mas, assim, como todo o restante do corpo, eles passam por muitas transformações até estarem definitivamente desenvolvidos, o que só acontecerá quando a criança tiver aproximadamente 10 anos. Para começar, todo bebê nasce com o chamado pé chato, ou seja, sem a curvatura, cuja formação se inicia por volta dos dois anos de idade.

“O arco plantar longitudinal (curvatura) do pé só começa a aparecer após 2 anos de idade e deve estar maduro por volta dos 3,5 anos. Ele é sustentado por ligamentos próprios da planta do pé. Por isso, crianças com alguma frouxidão ligamentar podem demorar mais tempo para terem o arco correto e, nestes casos, podem precisar de alguma palmilha para esse estímulo adicional”, afirma o ortopedista pediátrico Carlos Lopes.

A importância da curvatura

O arco em nosso pé é importante, pois ele é o responsável por amortecer e diminuir o impacto do solo com o pé, facilitando assim o ato de andar ou correr. A falta desse arco na vida adulta pode até mesmo causar dores em tarefas simples, como caminhar e realizar atividades físicas.

Para estimular a formação dessa curvatura, o melhor jeio é deixar a criança caminhar descalça. “A única coisa que pode, de fato, estimular o aparecimento do arco plantar, é andar descalço. E, na areia, melhor ainda. Isso estimula e fortalece o desenvolvimento dos ligamentos da planta do pé”, explica o ortopedista Carlos Lopes.

 Além disso, o pé também é importante na captação de estímulos táteis, e deixar a criança andar sem sapatos em solos diferentes faz com que ela desenvolva ainda mais o seu conhecimento do mundo.

+ Como estimular o tato do bebê 

O que muda entre o engatinhar e o andar?

Entre a fase do engatinhar até o momento em que o bebê começa a andar, muita coisa muda na parte ortopédica nos pés. “Nesta fase, a criança reconhece seus pés e tem bastante flexibilidade. No início do apoio, os dedinhos estão sempre ‘pegando’ o solo, aumentando a capacidade de sensibilidade e equilíbrio. Nessa fase inicial da marcha, as pernas geralmente abrem mais, proporcionando uma base mais aumentada, para favorecer a estabilidade. O pisar inicial das crianças é realizado com todo o pé no solo e ela se inclina para a frente ao andar”, explica a ortopedista infantil Monica Paschoal Nogueira, do Hospital do Servidor Estadual (HSPE).

+ 7 coisas que atrapalham os primeiros passos do bebê

Uso de palmilhas

Há algum tempo, era comum que ortopedistas recomendassem muito as palmilhas para as crianças, a fim de desenvolver melhor a curvatura dos pés, mas isso não é mais utilizado com tanta frequência.

“Há algumas décadas, tínhamos o costume de indicar muito mais palmilhas e botas ortopédicas do que hoje em dia. Além disso, as palmilhas não “formam” o arco, elas simplesmente sustentam o pé na parte interna enquanto está apoiado”, assinala Monica Paschoal.

Hoje, as palmilhas são indicadas apenas em casos específicos, como pés para dentro e outras malformações. “As indicações de palmilhas são pontuais, só para casos de pés muito pronados (para dentro), e seu objetivo é apenas não sobrecarregar o tendão, melhorando alguns casos onde há dor, ou uma fraqueza importante”, finaliza a ortopedista.


Fontes: Carlos Lopes, especialista em ortopedia pediátrica na Clinica de Saúde Moema – SP (CRM:70387)

Monica Paschoal Nogueira, ortopedista infantil no Hospital do Servidor Estadual (HSPE) (CRM: 84178)

Deixe o seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *