PAGE-TYPE=single

Sono do bebê: 5 atitudes que os pais devem abandonar

Embalar, estender o horário e atender assim que choramingar, não são aconselháveis; veja o que há de errado nessas práticas e o que realmente funciona    
0 Comentários

Garantir uma boa noite de sono do bebê é fundamental, uma vez que, ao lado da amamentação, é o principal pilar do desenvolvimento de sua saúde. Para se ter uma ideia da importância, a criança passa mais da metade das horas do dia dormindo.

Porém, colocar o bebê para dormir não é uma tarefa fácil para muitos pais, que sofrem com horários de sono desregulados, despertares noturnos e muito chororô. Se esse é o seu caso, confira a seguir cinco atitudes que devem ser deixadas de lado na hora de colocar o filho para dormir.

+ Sono: especialista dá todas as dicas. Confira ainda a média de horas que um bebê precisa dormir até os dois anos

Sempre no colo

Apesar de o colo fazer muito bem ao bebê e não ser um mero carinho, é importante não criar uma dependência, caso contrário, ficará cada vez mais difícil fazê-lo dormir no berço.

“Assim como nós, os bebês tem microdespertares durante a noite. Se ele dorme no colo e é colocado no berço quando está em sono profundo, ficará confuso ao acordar, sem entender como foi parar ali, e buscará o colo para voltar a pegar no sono”, afirma Mônica Mafra, consultora de sono materno-infantil e certificada pela International Maternity and Parenting Institute- IMPI.

Segundo Mônica, o ideal é colocar o bebê no berço quando ele estiver sonolento, evitando que ele adormeça no colo. “Claro, que se pode dar um aconchego no colo para o bebê relaxar, é ótimo, mas, em seguida, a mãe deve acomodá-lo no berço”, indica.

+ Colo demais faz o bebê ficar manhoso?

Fora do horário

Temendo que o bebê acorde durante a madrugada, alguns pais adotam a estratégia de colocá-lo para dormir mais tarde, para dormir a noite inteira. No entanto, a prática não é aconselhada.

“O hormônio do crescimento (GH) é liberado no início da noite, entre 23h30 e 2h30 da manhã, quando a criança está em sono profundo”. Para isso, é preciso que a criança comece a dormir três horas antes do pico de produção, para que receba o máximo de hormônio possível e consiga crescer adequadamente. Ou seja, no máximo às 20h30”, recomenda a consultora.

Além de o risco de ter sua curva de crescimento prejudicada, o bebê fica mais cansado e acaba dormindo menos e acordando com mais frequência. Ou seja, não vale a pena.

Colo e choro

Entre 6 e 9 meses, o bebê já percebe que pode conseguir as coisas chorando. Isso não quer dizer que o colo esteja proibido e, sim, que é melhor tentar entender por que o bebê acordou e começou a chorar.

“Mesmo os recém-nascidos sonham. Às vezes gemem, choramingam, fazem barulhinhos, balbuciam, sentem também algum desconforto passageiro de gases ou de outro tipo. Por esta razão, nunca devemos atender o bebê correndo ao menor sinal. Devemos dar a chance a ele de se acalmar sozinho e voltar ao sono”, recomenda Mônica

Por isso, se o bebê já tem mais de 6 meses e abre o berreiro acordando todo mundo de madrugada, verifique se ele não está doente, com a fralda suja, com fome ou sede, antes de pegá-lo no colo. “Espere sempre um pouquinho para ver se ele não retorna ao sono sem interferência”, completa.

+ Mãe coloca várias chupetas no berço para evitar choro da filha durante a madrugada

Alimentar ou balançar para dormir

Outra situação comum é estender as mamadas – até mesmo as noturnas – e balançar o bebê para que ele pegue no sono. O problema é que sempre que o pequeno acordar, será preciso fazer tudo isso novamente para ele dormir de novo.

Para evitar este problema, é indispensáve criar uma rotina para o bebê aprender o horário de dormir. “Se acostumando com uma certa rotina, o bebê se sentirá mais seguro. Outro ponto é que, a partir de horários certos e determinados, será mais fácil dele adormecer, já que seu relógio interno estará organizado, entendendo que a noite é para dormir e, não, para brincar”, afirma Mônica Mafra.

+ Todo bebê necessita de uma rotina para se sentir calmo e seguro

Dormir no carrinho

Colocar o bebê no carrinho e movimentá-lo para que o pequeno pegue no sono embalado pelo movimento é uma estratégia utilizada por muitos pais, mas que não é necessariamente recomendada.

Se o bebê se acostuma a sempre dormir com o movimento do carrinho ou de outro acessório, pode ter problemas para dormir no berço em casa. “Assim como colocá-lo no colo, pôr o bebê no carrinho para dormir é outra associação de sono. Nos despertares noturnos, o bebê precisará do movimento para adormecer de novo”, explica.

Novamente, o mais recomendado é que os pais incentivem o bebê a pegar no sono de uma maneira mais independente e que criem uma rotina para que ele possa sempre dormir no lugar mais apropriado, que é o próprio berço.

+ Dormir no bebê-conforto pode trazer riscos ao bebê

O que mais evitar?

As luzes do quarto do bebê também devem ser alvo de atenção dos pais. Isso, porque se houver iluminação demais perto do berço à noite, o sono do bebê pode ser alterado. E isso inclui não só a luz das lâmpadas, como também a da televisão, do celular e do tablet.

“A quantidade de luz no ambiente influencia na produção da melatonina, hormônio que avisa o cérebro que já é hora de dormir. Quando o ambiente em que dormimos está muito claro, a luz consegue chegar às retinas mesmo quando estamos com os olhos fechados e, sendo assim, nosso corpo não consegue produzir melatonina. É preciso diminuir as luzes brancas da casa e cortar totalmente a exposição do bebê às telas depois do anoitecer”, finaliza Mônica Mafra.

+ Berço seguro: confira todas as dicas para um sono tranquilo


Fonte: Mônica Mafra, consultora do sono formada e certificada pela IMPI – International Maternity and Parenting Institute

Deixe o seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *