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Soluço do bebê; Saiba o porquê e como aliviar o desconforto

Por terem o diafragma ainda muito imaturo, os recém-nascidos têm mais tendência a sofrer com o incômodo

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Os recém-nascidos costumam soluçar bastante, principalmente nas primeiras semanas de vida. Então, não se assuste com soluços mais de uma vez ao dia. Assim como os adultos, o bebê não sente dor e as crises são passageiras.

O soluço é o resultado das contrações do diafragma (músculo que separa internamente o tórax do abdômen), que acontece quando esse músculo é irritado ou estimulado, como comer demais. As contrações vêm acompanhadas do fechamento da glote, que é a entrada da laringe, o que acaba dificultando a passagem de ar para os pulmões, resultando no barulho característico.

Por terem o diafragma ainda muito imaturo, os recém-nascidos têm mais tendência a sofrer com os soluços. E apesar de poucos dias de vida, eles já nascem acostumados com esse incômodo, pois já soluçavam quando estavam na barriga da mãe. É uma espécie de treino para o aparelho respiratório e algumas mães conseguem até ouvir o bebê soluçando.

Como evitar

Um dos fatores que provocam a irritação do diafragma e, consequentemente, o soluço, é o ato de engolir ar. Para evitar isso, é importante deixar a cabeça do neném elevada na hora da mamada e colocá-lo toda vez na posição vertical por alguns minutos, a fim de arrotar. Isso, porque a barriguinha cheia provoca a distensão do diafragma, provocando o incômodo.

Além de ajudar o bebê a arrotar, tente acalmá-lo e espere o soluço desaparecer. Se isto persistir por mais 5 a 10 minutos, pode alimentá-lo com algo leve. Nos casos em que o soluço é frequente, procure dar comida quando a criança estiver calma ou antes de estar faminta. Caso não cessem, comente com o pediatra. O incômodo é um dos sinais de alerta de refluxo.

Ao longo da vida, ouvimos diversas formas um tanto esquisitas para cessar os soluços. A maioria delas – como tomar um susto e até mesmo colocar um fio de linha vermelha na testa – não passa de superstições, passadas de geração em geração, sem nenhum tipo de comprovação científica.


Revisado por: Kristine Fahl Cahali, médica pediatra da clínica Len de Pediatria (CRM 90817)

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