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Por que o pediatra mede a cabeça do bebê?

Cabeça menor ou maior que o normal pode ser sintoma de doenças

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Até os três anos de idade, o pediatra deve medir a cabeça do bebê em todas as consultas de rotina. Chamada de perímetro cefálico ou perímetro craniano, o objetivo da medição é confirmar o crescimento adequado do bebê. Ao nascer, o contorno craniano do bebê apresenta em média 35 cm.

Na consulta, o profissional coloca uma fita métrica em torno da cabeça da criança, passando pelos pontos imediatamente acima das sobrancelhas e orelhas. 

Após tirar a medida, o médico a compara com a média dos bebês do mesmo sexo e idade de acordo com uma tabela da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os pais podem acompanhar o crescimento do perímetro cefálico do bebê com o gráfico presente na Caderneta da Saúde da Criança, distribuída gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

Crescimento da cabeça

É importante lembrar que os ossos da cabeça são “desconjuntados” para que o bebê possa passar pelo canal vaginal, ao nascer; se estivessem já todos “soldados”, o nascimento seria dificultado e talvez impossibilitado.

A fim de permitir o crescimento da caixa craniana, existe a moleira, chamada pelos médicos de fontanela, um espaço que une os ossos da cabeça. Essa evolução ocorre de maneira bastante intensa e o perímetro cefálico do bebê chega a crescer cerca de 10 cm só no primeiro ano de vida.

+Cuidados necessários com a moleira

Acompanhe o ganho esperado de Perímetro Cefálico no primeiro ano de vida:
– 0 a 3 meses: 2 cm por mês;
– 3 a 6 meses: 1 cm por mês;
– 6 a 9 meses: 0,5 cm por mês;
– 9 a 12 meses: 0,5 cm por mês.

Quando o perímetro cefálico está abaixo ou acima da média, uma avaliação mais detalhada é necessária, pois há a chance de o bebê apresentar problemas, como microcefalia ou craniossinostose, quando o perímetro é menor que a média; e macrocefalia ou hidrocefalia, quando a cabeça é maior que o normal.

+Apoiar sempre o mesmo lado da cabeça do bebê pode causar assimetria craniana

Macrocefalia

É uma condição mais comum e, na maioria dos casos, costuma desaparecer conforme o desenvolvimento do bebê. No entanto, a cabeça grande pode ser sinal de hidrocefalia (acúmulo de líquidos na cabeça), infecção (meningite) meningite, tumor cerebral, doenças metabólicas ou sindrômicas.

Microcefalia

A cabeça e o cérebro do bebê são menores do que o comum, causando diversos problemas de desenvolvimento da criança. As causas da doença podem ir desde malformações do sistema nervoso central até doenças genéticas. Em 2015, o Ministério da Saúde confirmou a relação da microcefalia com o Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Para comprovar os casos de microcefalia, o Ministério adotou desde 2016 novos parâmetros para medir o perímetro cefálico e identificar casos suspeitos. Para menino, a medida será igual ou inferior a 31,9 centímetros e, para menina, igual ou inferior a 31,5 centímetros.

Craniossinostose

Problema que causa o fechamento precoce da moleira, provocando alteração no formato da cabeça do neném, além de restringir o crescimento do cérebro, causando hipertensão intracraniana, que se manifesta com vômitos, irritabilidade ou sonolência e crises convulsivas, uma vez que impede o crescimento normal do cérebro.

+Saiba mais sobre craniossinostose

Na dúvida, consulte o pediatra

É importante lembrar que a cabeça do bebê é proporcionalmente maior do que o resto do corpo. E saiba que a medida do perímetro cefálico também não precisa bater exatamente com a média, pois cada criança é diferente e seu ritmo de crescimento pode variar.

Na dúvida, não hesite em conversar com o pediatra durante as consultas. Em medidas maiores ou menores do que o normal, o médico deverá pedir alguns exames para detectar o problema.


Revisado por: Juliana Bergamini de Lima, pediatra, formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).  Tem pós-graduação em homeopatia pela Associação Paulista de Homeopatia (APH) e atende na Clinica Joi (CRM 141033)

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