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“Pari dentro do carro a caminho do hospital”

Colhemos o depoimento de uma mãe que passou pela aventura de ter um filho dentro de um carro a caminho do hospital. E o casal ainda conseguiu manter a calma!
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“Ao completar quarenta semanas, fui dormir, pensando: ‘mais um dia e nada da Maitê chegar’. Na manhã seguinte, às 6:58 da manhã do dia 28 de novembro de 2016, acordei com os olhos arregalados e falei ao meu marido Bruno: ‘é a dor!’.

Estava me referindo a dor que eu senti no parto do meu primogênito, Pedro. Fiquei imediatamente aflita, porque na primeira gestação fiquei presa num trânsito com nove de dilatação e não queria passar por aquele apuro novamente. Mal sabia eu que a aventura seria ainda maior!

Fui ao banheiro com essa aflição e, ao mesmo tempo, pensando que eu queria me maquiar e colocar a camisola linda que eu havia comprado. Meu marido ligou para a minha obstetriz Ana Garbulho e começou as contar as contrações por meio do aplicativo.

Estava com um intervalo de quatro minutos! Na hora eu disse: ‘chama a polícia’. Meu marido achou que eu estava louca. É que eu não completei a frase, mas queria dizer que a gente precisaria de uma escolta policial para chegar a tempo no hospital. Sem saber, minha obstetriz já tinha acionado a polícia para isso.

+Vídeo: o papel da obstetriz no parto

Escolta

Entre um contração e outra, consegui escovar os dentes e me olhei no espelho. Estava branca e pensei: ‘nada de maquiagem de novo, mas a lingerie, eu faço questão’.

A obstetriz estava num evento e sem o material de trabalho, mas conseguiu chegar em casa a tempo. Quando desci as escadas pronta para sair, veio uma contração fortíssima. Ela me examinou e, para não me apavorar, não mencionou o grau de dilatação, mas foi bem firme: precisamos sair já para o hospital.

Dentro do carro, eu mordia o banco de couro do meu marido, tamanhas eram as dores. A Ana estava atrás de mim e eu com os pés no banco do carro. Sem saber, um comandante da polícia, fora de serviço, notou o pisca-alerta e a correria no nosso carro e começou a nos seguir.

Depois, mais tarde, soube que a escolta tinha chegado em casa, mas eu já havia partido. Dez minutos depois, veio uma dor intensa e a bolsa estourou. A Ana pediu para parar o carro imediatamente e anunciou: ‘o bebê vai nascer’.

+A bolsa estourou, e agora? 

Paramos numa entrada do jardim zoológico de São Paulo. Quando o Bruno saiu do carro e abriu a porta para me ajudar, ele viu a cabeça da Maytê coroando. A Ana continuava atrás de mim e o meu marido teria a missão de pegar o bebê. Enquanto isso, o comandante que nos seguiu se aproximou e perguntou se estava acontecendo alguma coisa. Quando ele viu a cena, gritou: ‘Meu Deus! Quer que eu chame a polícia?’ E saiu correndo para buscar ajuda.

Calma

Já o meu marido estava supercalmo. Começei a fazer força e na segunda contração e em menos de cinco minutos, eu pari dentro do carro. A obstetriz ainda conseguiu gravar um pouco do parto com o celular e perguntou ao comandante o horário, para ter o registro correto do nascimento. O Bruno pegou o bebê nos braços, eu me sentei e já dei de mamar para ela na hora, mesmo com o cordão umbilical preso ao meu corpo.

+Conheça as fases do trabalho de parto 

Quando eu conto a história, todo mundo fala: ‘como assim, no carro? Que loucura, vocês devem ter ficado apavorados!’ Mas passado o episódio, não sentimos essa adrenalina que as pessoas imaginam. Eu parecia que estava em transe e foi tudo no instinto.

Durante o parto, não dá para sentir medo, fiz o que minha intuição mandou. Meu marido ficou calmo o tempo todo. A gente fez o que tinha que ser feito, não dava tempo de se apavorar. Ninguém usou sequer uma luva e deu tudo certo! Foi muito amor naquele momento.

Na verdade, eu nem fiquei surpresa em ter um bebê no carro. Fiquei superaliviada e feliz de tudo ter sido tão rápido. A primeira coisa que eu pensei foi: ‘ufa, foi rápido, que alívio’. O parto natural é uma experiência maravilhosa, porque é o melhor para a criança e a mulher, mas eu não tenho aquela ideia romântica.

O processo expulsivo do meu primeiro parto foi longo, cansativo, dolorido e, para completar, a anestesia não pegou. Foi um grande sufoco e temia passar por aquela experiência novamente. Mas, quer saber, a gente esquece tudo quando o bebê vem para os braços…

imagem: reprodução / arquivo pessoal
imagem: reprodução / arquivo pessoal

 

Hospital

Depois de alguns minutos, chegou a ambulância e a polícia que o comandante havia chamado. Resolvi seguir para o Hospital São Luiz no meu carro, mesmo, e fui escoltada pela viatura, enquanto a Maitê mamava feliz, sem parar. Chegando lá, a obstetra e a equipe estavam me aguardando e parecia cena de filme. Todo mundo ao meu redor e só ouvia: ‘meu Deus, nasceu no carro”.

Meu marido cortou o cordão umbilical e a médica cuidou da saída da minha placenta, que aliás, por sorte, não saiu no carro. Senão, o meu marido precisaria trocar o banco, tamanha a quantidade de sangue que saiu.

No hospital, meu marido já tinha mandado foto no grupo de WhatsApp da família e todo mundo estava louco para saber detalhes da aventura. E quando a gente vai contar a história, é sempre a mesma reação: ‘como assim, pariu no carro?’

imagem: reprodução / arquivo pessoal
imagem: reprodução / arquivo pessoal

 

*Depoimento dado em 2017

+ Acompanhe também a história de Natália, que teve um filho no chuveiro


Depoimento de Fabiana Lima, mãe de Maitê, 3 meses, e de Pedro, 4 anos

2 Comentários

  • Eu tive meu segundo filho no carro .estava eu meu sogro e minha cunhada . Meu marido nn pode ii estava com o outro menino de 4 anos ,na madrugada sentii muita dor .mh cunhada ligou pra ambulançia e disse que ainda demorava uma hora pra chegar . Foi entao que meu marido pediu seu pai pra me levar pois eu poderia ganhar em casa . Ass fomos pra maternidade antes de chegar tive uma surpresa meu bb nn conseguiu espera mas ass nasceu nas maos da minha cunhada e meu sogro continuou dorigino ate a maternidade . Chegamos la estava tdu bem com o bb e comigoo . Fikamos tres dias soh pra faser exames tdu direitinho.

    Bom uma esperiençia q fiquei com mtt medo mas que Deus abençou e hoje com 2 meses e um menino forte e saudavel e muito paparicado kkkk logico deu um susto na familiaa.

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