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Otite também ataca no verão

No calor, as mais frequentes são as otites externas, causadas por água que entra no ouvido ao mergulhar
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Nada é mais desesperador para os pais do que ver seus filhos com dor. Pior ainda, quando a criança é pequena e não consegue verbalizar o incômodo. E uma das dores mais comuns nos pequenos são as infecções de ouvido, as otites.

No verão, as mais frequentes são as otites externas, causadas por água que entra no ouvido ao mergulhar. Para evitar o quadro, ao sair do mar ou piscina, incline a cabeça da criança de um lado e, depois, do outro. Também ajuda manter o hábito de secar a parte externa do ouvido com uma toalha macia, nunca dentro.

Já a otite média se dá a partir da inflamação do ouvido médio, ou seja, o espaço localizado atrás do tímpano, onde o canal auditivo se conecta com a garganta e nariz. Muitas vezes a otite tem origem em um resfriado ou gripe, situação em que o acúmulo de catarro nas vias aéreas da criança costuma aparecer entre três a cinco dias depois do episódio.

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Uma em cada cinco crianças com resfriado desenvolve infecções de ouvido, de acordo com um estudo americano, publicado no jornal científico The Pediatric Infectious Disease Journal. Dessa forma, agentes infeciosos alojados na garganta e nariz podem parar no canal auditivo quando o bebê engole ou boceja. Em alguns casos, a inflamação produz o acúmulo de pus e fluidos, com isso, pressionando o tímpano e gerando uma dor forte.

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Sintomas e fatores de risco
Pelo fato de os bebês e crianças não saberem se comunicar tão bem, a identificação desse quadro pode ser um desafio. Febre e irritabilidade são sintomas comuns, mas vale ficar atento em relação à saída de secreções do ouvido da criança, assim como um odor no local. A criança também fica irritada, coça a orelha, tem dificuldade para dormir e pode apresentar perda de apetite.

Alguns fatores podem contribuir para o aparecimento da otite, como, por exemplo, o uso da chupeta, amamentação realizada em uma posição totalmente horizontal, exposição à fumaça de cigarro e predisposição genética.

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Tratamento
É preciso ficar atento aos sintomas, pois quando não tratados, a otite pode levar a complicações, como infecções severas, perda parcial ou integral da audição e até meningite, sendo maior o risco em casos de otites de repetição.
O melhor a fazer, quando houver suspeita de otite, é procurar um médico, a fim de fazer o tratamento adequado. A medicação normalmente é administrada por meio de analgésicos ou antibióticos, dependendo do estado de saúde.


Revisado por: Kristine Fahl Cahali, médica pediatra da clínica Len de Pediatria (CRM 90817)

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