PAGE-TYPE=single

Inalador: pediatra explica vantagens e desvantagens de cada tipo de aparelho

Conheça as características de cada tipo: o convencional (pneumático ou a ar comprimido), o ultrassônico e o portátil vibratório
0 Comentários

Com a chegada do frio, os problemas respiratórios, como gripes e resfriados, se tornam mais frequentes. O bebê é a maior vítima, por ter o sistema imunológico ainda pouco desenvolvido e por levar a mão à boca. Para tratar essas doenças de inverno, o inalador é um grande aliado nessa época do ano.

“O inalador é recomendado pelo médico ao bebê que apresenta alguma necessidade de fazer uso de medicação por via respiratória, como pacientes com bronquite, asma e sinusite. A principal função é fazer com que a medicação chegue aos pulmões e seja absorvida. Outra função é contribuir também para a hidratação das vias respiratórias e melhoria da respiração, a fim de combater o tempo seco e aliviar os sintomas de resfriado”, explica a pediatra Thamyres Lourenço das Neves Paiva, alergista e imunologista da rede de centros médicos dr.consulta.

+ Tempo seco favorece doenças virais, como gripe e resfriado; saiba como proteger o bebê

Vantagens do inalador

Existe mais de um tipo de inalador, cada qual com suas indicações, vantagens e desvantagens. Por isso, é importante estar atento a algumas especificações na hora de comprar um desses aparelhos, não se atentando apenas à marca.

“O ideal é sempre conversar com o médico para sanar as dúvidas e buscar a melhor estratégia de tratamento. Mas, no momento de escolher o aparelho, algumas características técnicas devem ser observadas, como a potência, a capacidade de nebulização, a compatibilidade com o medicamento receitado e o tamanho das partículas produzidas pelo aparelho. Quanto menor a partícula, mais fácil de chegar ao pulmão e melhor a absorção”, indica a pediatra Thamyres.

Algumas outras características também podem e devem ser observadas durante a compra. Inaladores com mangueiras podem ser mais práticos do que os outros, por permitirem que o bebê se movimente com mais liberdade durante a inalação. Também pode ser melhor optar pelos aparelhos que possuem reservatórios de soro e remédio descartáveis, já que, devido à umidade, o uso frequente pode favorecer a proliferação de bactérias e fungos, que podem se fixar nas paredes e móveis, causando mofo.

Por fim, é válido verificar a qualidade geral do aparelho, principalmente da máscara, e a garantia contra defeitos oferecida pela marca.

+ Doenças típicas do inverno podem ter a tosse como principal sintoma

Versões disponíveis no mercado

Atualmente, existem três tipos diferentes de inaladores no mercado: o convencional (pneumático ou a ar comprimido), o ultrassônico e o portátil vibratório.

Convencional

Como o próprio nome já sugere, é o mais comum e costuma ser encontrado mais facilmente à venda. “O convencional funciona com uma bomba de ar com acionamento elétrico acoplado a um micronebulizador e a névoa a ser inalada se forma quando a bomba é ligada. Apesar de ser um pouco mais ruidoso que os demais, é eficiente. Por meio dele é possível administrar qualquer tipo de medicamento, desde broncodilatadores até corticoides”, afirma a pediatra.

Ultrassônico

Transforma energia elétrica em vibração mecânica, resultando em microgotículas que vão formar a névoa inalada pelo paciente. Essa versão é menos ruidosa que a convencional e sua vantagem é permitir que a inalação seja feita em qualquer posição, com a criança sentada ou deitada.

“Porém, não é qualquer medicação que pode ser administrada por meio do inalador ultrassônico. Há restrição em relação ao uso de alguns corticoides, que, quando passam pelo aparelho, perdem a eficácia”, ressalva Thamyres.

Portátil vibratório

Como o seu nome já adianta, a principal vantagem é poder ser levado a qualquer lugar. “Esse é o aparelho mais novo no mercado e é pouco ruidoso. Além disso, ele não tem restrição de medicamentos e possui grande eficácia, pois diminui o tempo de inalação. O paciente consegue fazer a inalação de 5 ml de uma solução em 8 minutos, de acordo com o laboratório.”

+ Bebês correm mais risco de contrair a pneumonia

Birra na hora da inalação

Não acontece com todos, mas alguns bebês podem dar mais trabalho aos pais na hora da inalação, do que outros. Isso porque alguns se sentem incomodados ou até com medo do inalador.

A solução para não transformar a inalação numa luta é saber respeitar os medos e anseios do seu filho, e tentar criar um ambiente favorável na hora de utilizar o aparelho. Novamente, a conversa com o pediatra é essencial.

“Os pais podem tentar fazer a inalação durante a hora do sono ou transformar o momento do tratamento em algo lúdico. Costumo sugerir que os pais façam o momento da inalação agradável e menos incômoda para o bebê, tentando distrai-los com brinquedos ou com histórias”, finaliza a pediatra.

+ Meningite: tipos e sintomas da doença que aumenta a incidência no inverno


Fonte: Thamyres Lourenço das Neves Paiva, pediatra, alergista e imunologista da rede de centros médicos dr.consulta (CRM/SP 155867)

Deixe o seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *