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Hérnia umbilical: tratamento deve ser feito antes do dois anos de idade

Bebês prematuros e os de baixo peso ao nascer têm um risco maior de desenvolver tanto a hérnia umbilical, quanto a hérnia inguinal
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A hérnia é uma pequena saliência que surge na região do umbigo (umbilical) ou da virilha (inguinal) dos bebês. Em alguns casos é aparente e, em outros, aparece quando a criança faz força para levantar, ao chorar ou tossir.

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“Os bebês prematuros e os de baixo peso ao nascer têm um risco maior de desenvolver tanto a hérnia umbilical, quanto a hérnia inguinal, pelo fato do nascimento ocorrer antes do desenvolvimento das estruturas normais do organismo”, afirma o pediatra José Maria de Andrade Lopes, presidente do Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

No fim do primeiro trimestre, a parede muscular do abdômen se forma por completo e resta apenas um pequeno orifício para que o cordão umbilical possa passar. Mas nem sempre isso ocorre corretamente e a hérnia se projeta através dos músculos abdominais fracos, provocando uma saliência e impedindo seu fechamento.

Abdome distendido, vômitos, dor, irritabilidade, vermelhidão, manchas e febre são os principais sintomas e mostram que a hérnia está sendo prejudicial ao seu bebê. Não se deve de maneira nenhuma colocar faixas no umbigo ou esparadrapo, muito menos moeda e outros ensinamentos populares.

Acompanhe os tipos de hérnias:

Hérnia Umbilical

A região do umbigo fica distendida, principalmente, quando o bebê chora ou faz força para evacuar. Na maioria dos casos fecha espontaneamente, até aproximadamente 1 ano de idade. No entanto, o quadro precisa de acompanhamento médico, pois não deve haver inchaço e a saliência, normalmente, é mais mole.

Segundo o médico José Maria, o tratamento de hérnia umbilical é expectante, ou seja, deve-se aguardar até o terceiro ano de vida para a indicação de cirurgia ou no caso da hérnia ter mais de 2,0 cm.

Hérnia Inguinal

É caracterizada como um pequeno nódulo na região da virilha, entre o abdômen e as coxas. Esse tipo de problema atinge mais bebês do sexo masculino, já que no início do período gestacional, os genitais dos meninos se desenvolvem dentro do abdômen. Entre o sétimo e oitavo mês o canal na musculatura inguinal completa sua formação e se fecha, para que os testículos cheguem até a bolsa escrotal.

Quando isso não ocorre, uma parte do intestino sai em direção ao escroto.
“A hérnia inguinal deve ser tratada, logo que diagnosticada, pelo risco de complicações como o encarceramento ( quando o conteúdo intestinal migra para a hérnia e não retorna à cavidade abdominal, interrompendo o fluxo intestinal normal) e a lesão intestinal persistente, por conta do encarceramento e do prejuízo do aporte de sangue no intestino”, afirma o pediatra.

Nas meninas, uma parte da trompa de Falópio ou de um ovário pode ficar ressaltado, causando hérnia na área genital. Entre os sintomas está o aumento de tamanho em um dos dois lados da vulva e exige cirurgia.

Hérnia de diafragma congênita

Existe ainda um tipo de hérnia menos frequente que atinge o bebê ainda na gestação. Trata-se da hérnia de diafragma e ocorre quando órgãos do abdômen entram na região do tórax, causando problemas no desenvolvimento dos pulmões e insuficiência na respiração. O problema pode ser detectado em exames de ultrassom de rotina e, após o nascimento, o bebê apresenta sintomas, como dificuldades respiratórias.


Fonte: José Maria de Andrade Lopes, pediatra e presidente do Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) (CRM 22622-2)

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