Para uma vida longa e saudável, é fundamental praticar alguma atividade física.

Já para a gestante, a importância é ainda maior, porque os benefícios são estendidos ao bebê.

Estudos mostram que os exercícios físicos moderados reduzem de 40% a 50% as chances de desenvolver patologias que oferecem risco para a mãe e o bebê, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Além disso, a mulher tende a apresentar menos dores musculares, a controlar melhor o peso e a ficar mais bem disposta.

Exercitar-se também faz o cérebro liberar substâncias químicas como serotonina, dopamina e endorfina, que ajudam a equilibrar as alterações de humor e a reduzir o estresse, além de ajudar a manter uma atitude positiva frente à vida.

A sensação de relaxamento após a atividade física pode também beneficiar o bebê. Isso, porque os exercícios melhoram a circulação sanguínea, o que, por consequência, favorece o transporte de nutrientes e de oxigênio, que vão até o bebê pelo cordão umbilical e atravessam a barreira placentária.

Apesar de todos os benefícios, a atividade física pode ser proibida em alguns casos, quando há ameaça de aborto e risco de parto prematuro. Por isso, é essencial conversar com o seu médico obstetra antes de começar a suar de verdade.

Outro cuidado necessário é escolher uma atividade em que você não corra o risco de cair ou de machucar o abdômen, como andar de skate. Também é prudente observar os efeitos no corpo durante o exercício, pois não é aconselhável ficar ofegante demais ou suar em excesso.

Em geral, os médicos indicam atividades leves e moderadas como hidroginástica, alongamento, caminhada, natação, ginástica funcional, pilates para gestantes, entre outras.
Escolha a sua atividade preferida, converse com o seu médico que indicará a atividade mais adequada a você e bom treino!

Tirando a pulsação

Quando você estiver fazendo atividades físicas, é muito importante você monitorar o nível de pulsação cardíaca, pois durante toda a gestação você não deve superar os 130 batimentos por minuto por mais de dez minutos seguidos. Assim, a cada vez em que você se sentir ofegante ou cansada, meça sua pulsação.

Você pode fazer isto de duas maneiras diferentes. A mais tradicional é usar o dedo médio para contar os batimentos cardíacos nos vasos sanguíneos do pulso, bem na junção da base do polegar com o punho (nunca use para isto o dedo polegar, pois a artéria que corre dentro dele pode atrapalhar a contagem da pulsação).

Outra forma é medir a pulsação do sangue no pescoço. Para isto, apoie suavemente o dedo médio de sua mão direita na ponta de fora da sobrancelha esquerda, faça escorregar este dedo para baixo na mesma linha até o pescoço, um pouco abaixo do osso maxilar. Aí pulsa um importante vaso sanguíneo, que indicará com clareza para você a frequência de seus batimentos cardíacos.

Você deverá contar o número de batidas que o coração dá durante um minuto (ou o número de batidas durante quinze segundos, para depois multiplicar por quatro e ter o total aproximado de um minuto).

Qualquer dúvida que você tenha a respeito, peça orientação ao seu médico obstetra.

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