Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice razoável de partos cirúrgicos é de 15% do total de nascimentos, mas 57% dos brasileiros vêm ao mundo por esse método (80% na rede particular).

Há um consenso de que o parto normal é menos arriscado para a mãe e o bebê do que uma cesárea, mas em alguns casos se trata do procedimento mais seguro para a gestante.

No parto cirúrgico, o obstetra faz uma incisão, de 8 a 10 cm, na parte inferior do abdômen da mãe, por onde será retirado o bebê. Durante a cirurgia, a mulher receberá anestesia raquidiana ou peridural e será auxiliada por uma equipe multidisciplinar, com cirurgião obstetra, auxiliar do cirurgião, anestesista, neonatologista, enfermeiras e auxiliares.

Em poucos casos graves, é necessário a anestesia geral. É preciso ainda que o hospital ou maternidade tenha equipamentos para suporte à vida em situações críticas, como respirador, medicamentos, UTI neonatal e adulto e banco de sangue.

Veja em quais situações é indicado uma cesárea:

– O ideal é que os bebês nasçam pela cabeça, mas, às vezes, estão em posições difíceis para o parto. Uns estão ao contrário (pés ou nádegas vindo primeiro) ou transversos (deitados de lado no útero);
– Para mulheres em situação de alto risco, como sangramento, herpes genital, diabetes e hipertensão gravídica ou eclâmpsia;
– Gestação múltipla apresenta um alto risco para parto pré-termo;
– Bebês com problemas de crescimento ou situações de alto risco;
– Alguns bebês são grandes demais para passar pela vagina da mãe;
– Sofrimento fetal, decorrente do estresse do trabalho de parto.

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