Parto prematuro é aquele que ocorre antes das 37 semanas de gestação, ou 259 dias.

E quanto antes se der o nascimento, mais o bebê terá o risco de desenvolver algum tipo de complicação. O caso considerado mais grave é aquele que ocorre antes das 34 semanas, quando o bebê ainda não tem os órgãos totalmente formados, pois o sistema imunológico e os pulmões só amadurecem no último trimestre de gestação, e o bebe necessitará de recursos médicos imediatos e terapias especiais que o ajudem a melhorar a qualidade de vida e, mesmo, a sobreviver.

 

As consequências de um parto prematuro podem ir desde problemas respiratórios até cegueira, surdez, paralisia cerebral, deficiências físicas e cognitivas. Isso se deve ao organismo frágil da criança, que é mais suscetível a doenças de todo tipo, que podem afetar seu desenvolvimento. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 11,7% dos partos são prematuros, o que deixa o país em décimo lugar no ranking mundial, mesmo patamar de países de baixa renda.

Entre as causas mais comuns estão: alterações na placenta, distensão uterina, infecções, principalmente vaginais e das vias urinárias, mioma uterino e estresse físico ou psicológico. A boa notícia é que todas elas podem ser tratadas e identificadas precocemente, caso seja feito um bom pré-natal. Medidas simples como a medição do líquido amniótico e do colo do útero reduzem em 40% as chances de a mulher ter um parto prematuro. Caso você passe por um parto prematuro, saiba que as chances de seu bebê superar essa fase é de 80%. E o recém-nascido só sai da UTI neonatal quando atingir o peso semelhante ao de um bebê que teve a gestação completa, em torno de 2 kg.

Conheça as razões mais comuns para o bebê nascer antes do tempo:

– Rompimento da bolsa amniótica;
– Insuficiência do colo uterino (não consegue suportar o peso da gravidez, abrindo-se antes do tempo);
– Infecção uterina;
– Infecção das vias urinárias;
– Descolamento da placenta;
– Insuficiência da placenta;
– Hipertensão crônica;
– Pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial e presença de proteína na urina);
– Doenças crônicas (tuberculose, sífilis, etc);
– Malformações fetais;
– Gestação múltipla;
– Fertilização in vitro.

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