Todas as mudanças que você viveu – sistema muscular, ósseo, circulatório, respiratório e outras funções – agora tenderão a voltar ao normal.

Demorou 9 meses para que ocorressem todas estas modificações no seu organismo e não será em meia hora que tudo voltará a ser como antes. Então, tenha calma.

Demora um tempo, mas não muito. Agora, você terá muito a fazer: recuperar-se das emoções, enfrentar o dia-a-dia, cuidar do bebê e outras tantas coisas mais.

Se você teve pressão alta, diabete gestacional ou outro problema na gestação ou no parto, os cuidados devem continuar após o nascimento do bebê.

Conheça algumas medidas que vão aliviar os desconfortos das primeiras semanas:

Dores no pós-parto

Seu útero está voltando ao tamanho normal. Por isso é comum ter cólicas, que, às vezes, aumentam durante a amamentação. Por mais ou menos um mês você vai perceber uma secreção que sai pela vagina, que no início é como um sangramento e depois vai diminuindo e clareando gradativamente.

Caso sinta dor na parte de baixo da barriga, ou tenha sangramento vaginal com cheiro desagradável e febre, procure rapidamente um pronto atendimento, pois você pode estar com infecção e deve tratá-la.

Descanse o corpo

Em casa, procure descansar sempre que seu bebê estiver dormindo. Nos primeiros dias de vida as crianças trocam o dia pela noite, portanto aproveite para dormir mesmo durante o dia. Deixe que o pai, os avós, as tias e outras pessoas próximas ajudem no cuidado com o bebê e nas atividades domésticas.

Alimentação

É importante uma alimentação saudável e variada e a ingestão de muita água, para favorecer sua recuperação e a amamentação do bebê. Alimente-se 5 ou 6 vezes por dia. Evite alimentos gordurosos, café, chá preto, refrigerantes, chocolate e produtos com corantes e adoçantes, e comidas muito temperadas.

Observe se algum alimento provocou cólicas no bebê. Evite bebidas alcoólicas, cigarro e outras drogas. Desta forma, você estará protegendo você e o bebê.

Emoções à flor da pele

Ao passar pelas transformações da gestação e do parto, você poderá se sentir frágil e insegura em alguns momentos. Se esses sentimentos aparecerem, lembre-se de que esta fase é passageira e que logo você e o bebê estarão mais confortáveis nesta nova vida.

O apoio do parceiro e de sua família ou das pessoas amigas é fundamental. Algumas mulheres ficam mais tristes, têm crises de choro e dificuldade para dormir e para cuidar delas mesmas ou do bebê. Se isso acontecer com você, peça ajuda a alguém de sua família.

Se os sintomas não se resolverem ou se tornarem muito intensos, você deverá informar ao seu médico obstetra.

Consulta pós-parto

Você e seu bebê devem retornar ao médico obstetra ou ao posto de saúde na primeira semana após o parto. Sempre que possível, esteja acompanhada do pai do bebê ou de um membro da família.

O atendimento nesse período é importante para:

– Saber como está a saúde sua e de seu bebê;
– Avaliar a amamentação e o sangramento vaginal;
– Observar a cicatrização e retirar os pontos, se necessário;
– Examinar o bebê, vacinar e realizar o teste do pezinho;
– Ajudar a tirar dúvidas suas e de sua família, sobre qualquer questão em relação a sua saúde e a saúde de seu bebê.

Exercícios físicos

Após o parto normal, a mulher pode voltar a se exercitar em duas semanas. Depois do parto cirúrgico, em um mês. Em ambos os casos, o primeiro mês inspira cuidado, pois os hormônios estão voltando aos níveis normais. Mas quem sempre deverá liberá-la para realizá-los é seu médico obstetra.

Quanto mais cedo ele der alta, mais rapidamente você poderá começar as atividades. E quanto mais atividades orientadas você fizer, mais depressa seu corpo voltará à antiga forma. Basta que tenha uma folga!

Aproveite enquanto o bebê estiver dormindo e dê um tempo para você. Isto é necessário, fundamental e proveitoso para ambos. Então, não se sinta culpada. Se, além dos exercícios, você fizer uma dieta nutritiva e amamentar o bebê, seu corpo voltará ao normal mais rapidamente.

É importante você realizar exercícios porque:

– Vão tonificar e fortalecer os músculos do assoalho pélvico que foram sobrecarregados pelo peso do bebê e do útero, e que continuam a sustentar a bexiga, os intestinos e os órgãos pélvicos;
– Vão fortalecer a região lombar da coluna, que suportou um peso adicional durante a gravidez;
– Vão restabelecer e tonificar os músculos abdominais, principalmente os músculos retos do abdômen, os quais chegaram a se separar até 15 centímetros ao final da gestação e agora devem voltar ao seu lugar;
– Vão manter a mobilidade e a flexibilidade das articulações alteradas durante a gravidez, promovendo também o fortalecimento dos ligamentos;
– Vão aliviar a região pélvica e auxiliar a coluna no seu retorno à posição normal;
– Vão diminuir o cansaço e estimular o fluxo da circulação sanguínea;
– Vão melhorar a respiração e proporcionar um melhor relaxamento.

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