O bebê recém-nascido é um ser vivo frágil, saído há pouco de um meio ambiente inteiramente protegido, que é o útero, necessitando de cuidados contra uma série de microorganismos após o nascimento.

A parte mais comum desta proteção ocorrerá durante a vida, contra uma infinidade de doenças ligeiras como gripes, resfriados e quadros infecciosos, contra as quais a própria mãe já ofereceu anticorpos ao bebê quando da gestação. Mas, há doenças mais graves, algumas fatais ou incapacitantes, contra as quais o bebê precisa ser protegido pelas vacinas.

As vacinas são uma grande conquista da medicina. Elas protegem o corpo humano contra vírus e bactérias que causam vários tipos de doenças graves e que podem afetar a vida das pessoas e até mesmo levá-las a morte. As vacinas acabaram com muitas doenças que antigamente atingiam as crianças, como a paralisia infantil, o sarampo e tantas outras.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) institui que é dever da família assegurar a vacinação das crianças, mas não há nenhuma fiscalização que obrigue os pais a vacinarem os filhos.

De modo geral, todo bebê pode e deve ser vacinado, mas há contraindicações que em todos os casos devem ser avaliados pelo médico pediatra que acompanha o bebê:

– Ter peso menor do que 2 quilos, no caso da BCG (vacina contra a tuberculose);
– Apresentar reação alérgica grave à dose anterior da vacina ou a alguns dos seus componentes;
– Possuir imunodeficiência grave, isto é, uma baixa das defesas do corpo, no caso das vacinas vivas (como a vacinada BCG e as vacinas contra sarampo, rubéola, caxumba e rotavírus).

A maior parte das vacinas, no caso do Brasil, é oferecida gratuitamente nos postos de saúde da rede pública, podendo também ser aplicadas em clínicas particulares. A relação de vacinas que você verá abaixo, na tabela referente ao primeiro semestre, está disponível na rede pública.

tabela de vacinas