Vacinar a mãe é proteger o bebê.

A vacina proporciona anticorpos maternos via placenta para o feto que ainda está em formação, evitando algumas doenças. Mas somente alguns princípios imunobiológicos são recomendados para as mulheres grávidas, por se temer os danos que as vacinas possam causar à gestante e ao feto. Por isso, analise o assunto com o seu médico obstetra!

Antes da gravidez

Rubéola

A rubéola é causada por vírus e transmitida por saliva de tosse e de espirro. A vacina deve ser tomada três meses antes de engravidar. Uma ou duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias, para mulheres com até 49 anos de idade, de forma a que todas recebam no mínimo duas doses na vida.

Se a gestante for contaminada no primeiro trimestre, há risco de má-formação fetal. No segundo e no terceiro trimestre é o sistema nervoso central que pode ser prejudicado. As sequelas do bebê podem se manifestar em alguns casos somente após o nascimento, com alterações psicomotoras.

Durante a gravidez

Basicamente, são 3 vacinas que a gestante precisará tomar ao longo dos 9 meses:

– Tríplice Bacteriana (dTpa-Difteria, Tétano e Coqueluche): além da coqueluche, a vacina protege o bebê e a mãe contra o tétano. No caso do recém-nascido, a infecção pode ocorrer com instrumentos inadequados e contaminados que sejam usados para cortar o cordão umbilical. Se a gestante nunca foi vacinada, deve iniciar a vacinação o mais precocemente possível. Se já é vacinada e a última dose foi há mais de cinco anos, deve tomar um reforço. De acordo com o Ministério da Saúde, a gestante pode ser considerada imunizada com, no mínimo, 2 doses da vacina antitetânica, sendo que a 2ª dose deve ser realizada até 20 dias antes da data do parto.

– Hepatite B: caso a gestante não seja vacinada, deve tomar 3 doses, preferencialmente a partir do 2º trimestre da gestação, e é gratuita nos postos de saúde. A infecção durante a gravidez é uma via comum de transmissão; então, é importante evitar que a mãe se infecte e não transmita a doença ao feto ou ao recém-nascido. Crianças infectadas com Hepatite B podem apresentar cirrose hepática e câncer hepático na fase adulta.

– Influenza (gripe): além de defender a gestante do vírus da gripe normal, também protege de quadros mais graves, como internações por bronquite e pneumonias, devido à queda de imunidade. A dose da vacina pode ser prescrita em qualquer mês da gravidez ou em até 45 dias após o nascimento do bebê, para aquelas que não tomaram durante os 9 meses, em uma única dose. É recomendada para todas as gestantes, durante a campanha de vacinação.

Medicamentos

Todo cuidado é pouco: uma simples aspirina pode comprometer a saúde da gestante e do bebê, pois até medicamentos que não precisam de prescrição médica podem ser perigosos para o embrião.

Até mesmo substâncias de medicamentos homeopáticos ou naturais podem apresentar consequências negativas para a gestação, razão por que a orientação do médico obstetra é muito necessária.

Tranquilize-se: em hipótese alguma uma mulher que sofre de enfermidades crônicas, como asma brônquica, epilepsia ou hipertensão arterial, deve deixar de tomar qualquer medicamento por temor de má-formação do bebê.

O médico obstetra saberá administrar essas intercorrências e o mais seguro é aconselhar-se com ele antes da ingestão de qualquer medicamento.


Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)