Para confirmar o desenvolvimento normal do bebê, o médico obstetra recomendará uma série de exames.

Então, está preparada para uma intensa maratona médica?

São inúmeros os exames:

– Hemograma, para identificar problemas como anemia (falta de ferro no sangue), que é comum na gravidez, além de infecções.

– Tipagem sanguínea e fator Rh, para identificar seu tipo de sangue. Se a gestante tem Rh negativo e o pai do bebê tem Rh positivo, ela deve fazer um outro exame durante o pré-natal, o Coombs Indireto. Ele revela se houve contato entre o sangue materno e o do bebê, para que seja iniciado o tratamento antes que o feto se prejudique. Isso porque a incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê pode levar à eritroblastose fetal, quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode causar sua morte. Após o nascimento, caso o bebê tenha Rh positivo e a mãe tenha Rh negativo, e vice-versa, a mulher deverá tomar uma vacina em até 3 dias após o parto, para evitar problemas na próxima gestação. Toda gestante tem direito a essa vacina pelo SUS.

53.1– Eletroforese de hemoglobina, para identificar a doença falciforme ou a talassemia, que são hereditárias e requerem cuidados especiais na gravidez.

– Glicemia, que mede a quantidade de açúcar no sangue. Se estiver alta, pode indicar diabete gestacional, que pode acometer mulheres que nunca tiveram o problema antes. O exame é repetido entre 26 e 28 semanas.

– Exame de urina e urocultura, para identificar a presença de infecção urinária, que deve ser tratada ainda durante o pré-natal e pode indicar ainda tendência a desenvolver pré-eclâmpsia em grávidas com pressão arterial elevada. Útil também no acompanhamento de gestantes diabéticas.

– Teste rápido de sífilis, para identificar a sífilis, doença sexualmente transmissível que pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez e provocar malformações e retardo mental. Em caso de teste positivo, a gestante e seu parceiro devem ser tratados o mais rápido possível. O tratamento da sífilis é simples, feito à base de antibióticos.

– Testes de HIV, para identificar o vírus causador da AIDS, doença que compromete o sistema de defesa do organismo e provoca a perda da resistência e da proteção contra outras doenças. Pode ser transmitido da mãe para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Em caso positivo, quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a chance de a mulher e seu bebê ficarem saudáveis.

– Testes para hepatite B, que pode passar da mãe para o bebê durante a gravidez. Caso a gestante seja portadora do vírus, o bebê poderá ser protegido se receber a vacina e a imunoglobulina para hepatite B nas primeiras 12 horas após o parto. No Brasil, a doença atinge entre 2% a 7% da população.

– Teste rápido para hepatite C, que identifica o contato prévio com o vírus da hepatite C, que deve ser confirmado por um outro exame (HCV-RNA).

– Exame preventivo de câncer de colo de útero. Este exame precisa ser realizado por todas as mulheres periodicamente. Procure saber se você tem casos na família.

– Teste de malária, que deve ser realizado em todas as gestantes da Região Amazônica, quer apresentem sintomas ou não.

53.2Exames para o pai: todos os homens adultos, jovens e adolescentes que participam do acompanhamento pré-natal têm direito a realizar exames para sífilis (teste rápido e VDRL), anti-HIV (teste rápido), hepatites virais B e C (testes rápidos), tipo sanguíneo e fator Rh, hemograma, lipidograma, glicose e eletroforese de hemoglobina.

Outros exames podem ser acrescidos a esta rotina, em algumas situações especiais:

– Protoparasitológico: solicitado pelo médico obstetra na primeira consulta, sobretudo para gestantes de baixa renda;

– Colpocitologia oncótica (papanicolau), se a mulher não a tiver realizado nos últimos três anos ou se houver solicitação pelo médico;

– Bacterioscopia da secreção vaginal: em torno da 30ª semana de gestação, particularmente nas mulheres com antecedente de prematuridade;
sorologia para rubéola;

– Urocultura para o diagnóstico de bacteriúria assintomática, desde que exista disponibilidade para esse exame;

– Ultrassonografia obstétrica.

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