As vacinas estimulam o corpo a se defender contra os micro-organismos (vírus e bactérias) que provocam doenças. E para garantir a saúde do seu bebê, é muito melhor e mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la. Daí a importância de levar o seu filho até um posto de saúde juntamente com um documento e a carteira de vacinação. Do primeiro ao segundo ano da criança, a maioria das doses é de reforço e aplicada entre o 12º e o 15 º mês de vida. Confira a seguir a programação do calendário do Programa Nacional de Imunizações, estipulado pelo Ministério da Saúde.

12 meses

Pneumocócica conjugada (reforço) – previne a pneumonia, a meningite, a otite e outras doenças provocadas pela bactéria pneumococo. É aplicada em um músculo lateral da perninha do bebê ou no bumbum. Pode ser encontrada nas redes pública e privada de saúde.

Meningocócica C conjugada (reforço) – previne a meningite e outras doenças causadas pela bactéria meningococo C. Pode ser encontrada nas redes pública e privada de saúde e sua aplicação é intramuscular, no músculo na lateral da coxa do bebê.

Tríplice viral (1ª dose) – protege o bebê contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. Disponível nas redes pública e privada de saúde. Geralmente, sua aplicação é feita no bracinho da criança por meio de uma agulha curta.

15 meses

Tríplice Bacteriana DTP (1º reforço) – protege o bebê contra difteria, coqueluche e tétano. A versão DTPa (tríplice acelular), a mais recomendada pelos médicos, é encontrada apenas na rede privada de saúde, mas a versão comum está disponível na rede pública. A versão do reforço não precisa ser a mesma da primeira dose. O local de aplicação é na lateral da coxa do neném.

VOP 1, 2 e 3 (1º reforço) – previne a poliomielite (paralisia infantil). Disponível na rede pública, a “vacina da gotinha”, como é conhecida, é aplicada via oral. No Brasil, todas as crianças até cinco anos devem participar das campanhas anuais, mesmo se já tenham sido imunizadas antes.

Hepatite A (dose única no calendário do governo) – imuniza a criança contra o vírus VHA, causador da hepatite. É aplicada na lateral da coxa da criança e pode ser encontrada nas redes pública e privada de saúde. Na particular, geralmente o pediatra pede uma segunda dose aos 18 meses.

Tetra viral ou quadriviral (dose única combinada) – protege a criança contra a catapora (dose única), caxumba, sarampo e rubéola (segunda dose). Aplicada com agulha curta, geralmente no braço da criança, a vacina está disponível na rede pública de saúde.

Gripe – apesar de não estar no calendário oficial, todas as crianças devem ser imunizadas nas campanhas anuais e gratuitas do Governo, realizadas antes do inverno. A vacina é recomendada a partir dos seis meses até os cinco anos de idade. 

Pontualidade

Não deixe passar a idade estipulada no calendário do Programa Nacional de Imunizações. Segundo os médicos, a pontualidade faz diferença e os pais devem evitar o atraso ou o adiantamento das aplicações. Isso, porque o calendário é calculado para que as doses tenham a maior eficácia possível, e a falta de pontualidade – mesmo com as doses de reforço – pode deixar o bebê desprotegido.

Entretanto, pode haver casos em que o pediatra da criança autorize o atraso ou o adiantamento de alguma dose, para a vacina coincidir com a época de maior incidência da doença, como no caso da catapora, mais comum na primavera.

Há também a possibilidade de agrupar diversas doses em uma só, poupando a criança de picadas, já que as agulhas costumam ser um dos maiores medos dos bebês e até dos maiorzinhos. O agrupamento de doses pode ser feito quando a junção dos componentes de cada vacina não cause efeitos colaterais e nem comprometa a eficácia contra a doença. Todas essas considerações devem ser analisadas pelo pediatra.

Quando adiar

A crença popular leva muita gente a acreditar que a vacina não pode ser tomada quando o bebê está com alguma indisposição, como um resfriado, o que é falso. As vacinas devem ser adiadas apenas em casos de quadros graves. No entanto, toda criança corre o risco de sentir algumas reações, como febre, cansaço, dor e vermelhidão local. Isto ocorre, pois a vacina está estimulando a produção dos anticorpos e a defesa do organismo. Estas reações são geralmente transitórias e não fazem mal, apesar de serem incômodas. Na dúvida, consulte um profissional do posto de saúde ou fale com o pediatra.

Campanhas

Todos os anos são feitas campanhas de vacinação contra determinadas doenças. O objetivo é criar uma imunização geral da população, evitando novos casos dessas doenças.  

SUS ou particular?

As vacinas podem ser tomadas tanto na rede pública de saúde, quanto na privada. Na primeira, a vantagem é que elas são totalmente gratuitas. Já na rede privada, a criança pode receber versões mais completas e eficazes das doses que não são encontradas nos postos públicos de saúde.

É mais recomendável que seu filho receba todas as doses no mesmo lugar para ter o registro de todas elas. Dessa forma, a criança não corre o risco de repetir alguma dose, caso a carteirinha de vacinação seja perdida.

Em caso de dúvida sobre as vacinas ou onde vacinar, ligue para o atendimento do Ministério da Saúde, o DISQUE SAÚDE 136, que funciona 24 horas com atendimento eletrônico, de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 18h. A ligação é gratuita e pode ser feita a partir de telefones fixos, públicos ou celulares, de qualquer local do país.


Revisado por: Leda Barone, pediatra formada na Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, com residência médica em Pediatria na Santa Casa de São Paulo (CRM 53500).