Quando o bebê completa um ano de vida, as horas de sono diárias diminuem para uma média de 11 a 14 horas. As sonecas diurnas tornam-se mais curtas, levando em torno de uma hora cada uma, uma de manhã e outra à tarde, sendo recomendado manter horários fixos, a fim de estabelecer uma rotina. Deve se evitar também perder qualquer desses episódios ou, à noite, o bebê estará exausto, podendo encontrar dificuldade para pegar no sono.

Aos 18 meses, a maioria das crianças passa a cochilar apenas durante à tarde por uma ou duas horas. Alguns continuam com os dois cochilos, daí a importância de a mãe observar se o filho apresenta sinais de cansaço ou tem problemas no sono noturno. Também existem períodos de transição dos cochilos. Nesse caso, uma saída é alternar dias com uma soneca e dias com duas, dependendo da qualidade de sono na noite anterior.     

Nessa fase, ocorrem muitas mudanças no desenvolvimento neuropsicomotor, que podem afetar os padrões de sono. Cerca de 30% das crianças apresentam algum problema de sono, a exemplo do despertar noturno. Elas ficam mais independentes e pode ficar difícil convencê-las de que chegou o horário de dormir. Nesse momento é preciso paciência, já que os pais devem conter o impulso da criança e não deixar a rotina ser quebrada.

A crise de ansiedade da separação, quando o bebê não quer ficar longe da mãe, acontece entre 18 e 24 meses e também pode afetar a rotina do sono, já que fica mais difícil fazer com que ele volte a dormir depois de acordar no meio da madrugada. Pode haver períodos de regressão, que devem ser sanados com uma rotina regrada e muita paciência, para que o bebê se sinta seguro novamente.

Com o crescimento das amídalas e das adenoides, que são pequenas glândulas linfáticas que crescem até o final da infância, os pais devem ficar atentos a resfriados e crises alérgicas, já que afetam o padrão de sono.

Dormir é fundamental para o desenvolvimento do bebê e repercute em muitas funções do organismo. Em caso de dificuldade relacionada ao sono, não hesite em comunicar o problema ao pediatra ou procurar um especialista do sono.


Revisado por: Isabela M. Forni, médica pediatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), autora do Blog Eludicar| Cuidado à criança. A profissional atende em unidades dr.consulta. (CRM/SP 163243).