O crescimento tem um ritmo mais lento em relação ao primeiro ano de vida, mas, em compensação, o bebê irá aprender muito! Nessa fase, ele deve estar com o triplo do peso em relação ao do nascimento, podendo chegar até 10,5 kg e com 75 cm de comprimento. No entanto, sua velocidade de crescimento vai cair consideravelmente a partir de agora. O perímetro cefálico (circunferência da cabeça) está em até 46,5 cm e deve crescer 2,5 cm a partir do primeiro ano, atingindo, aos 2 anos, 90% da medida da circunferência da cabeça que terá na vida adulta. Até os dois anos o bebê irá crescer por volta de 10 cm e ganhará entre 1,4 kg e 2,3 kg.  

Com a redução na velocidade de crescimento, o apetite não será grande, como antes. No entanto, é uma boa hora para incentivar bons hábitos alimentares, já que essa é uma fase de descobertas. O bebê está ávido por se movimentar, explorar o ambiente, objetos e pessoas, e os alimentos fazem parte desse mundo cheio de aventuras e novos aprendizados. 

Uma série de fatores influencia o desenvolvimento, como aspectos sociais, neurológicos e psíquicos. E como a criança é um ser totalmente dependente, os pais têm papel crucial no desenvolvimento de suas habilidades.  

A partir de um ano de idade, andar será o seu grande objetivo e um marco nessa fase. Uma vez de pé, ele será capaz de explorar o ambiente familiar de forma considerável, permitindo-lhe mais autonomia, independência e liberdade. Tudo isso contribui para que desenvolva um senso de individualidade, separando-se dos pais, mesmo que por alguns instantes. Por outro lado, a curiosidade pode levar a algumas situações de risco e, portanto, prepare um ambiente à prova de acidentes.  

Caso o bebê ainda não esteja andando, é possível contribuir, segurando seus bracinhos. Talvez ele já consiga dar uns 15 passos e em breve vai aprender a parar sozinho. O pai e a mãe vão precisar de muita disposição, porque o pequeno não vai se cansar de repetir o movimento.     

Nessa fase, o desejo é colocar a mão em tudo e o tato é um dos recursos para conhecer o mundo. Então, não o reprima por ele querer tocar tudo o que vê. Ao invés disso, dê a ele vários objetos com texturas e cores diferentes. Deixe-o, por exemplo, abrir um embrulho de presente até onde conseguir, pois esse é um estímulo e tanto. Achar um brinquedo escondido é outra brincadeira fundamental ao desenvolvimento. Também já consegue retirar um objeto que estava encaixado, empilha dois blocos e adora brincar com coisas simples, como panelas e caixas. Ah, e já consegue rabiscar em um papel em branco com o lápis!

Já, os passeios ao ar livre são ótimos estímulos para o desenvolvimento cognitivo e a ampliação da linguagem. No dia a dia, indique o nome correto de cada objeto, a fim de incrementar o vocabulário do bebê. Até os 14 meses ele já aponta algo, entende e responde a comandos simples, reconhecendo objetos do cotidiano pelo nome. Um excelente estímulo é pedir para apontar objetos conhecidos nos livros infantis, assim como ouvir historinhas infantis diariamente. Também pode estar falando poucas palavras, além de “mamá”, “dadá” e “dá”, e começa a imitar animais.

Nessa fase, o bebê pode ficar assustado com estranhos, mas em um ambiente familiar se mostra carinhoso e pode dar um beijo ou abraço, quando requisitado. Costuma desenvolver ligação com um objeto favorito, como um bicho de pelúcia ou naninhas (objetos transicionais, a exemplo de uma fraldinha de pano), que trazem conforto e segurança à criança.


Revisado por: Leda Barone, pediatra formada na Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, com residência médica em Pediatria na Santa Casa de São Paulo (CRM 53500).