O bebê só fala quando está pronto, neurologicamente, mas pode e deve ser estimulado desde muito cedo. Aos 15 meses, já consegue dizer quatro a seis palavras, sabe identificar algumas partes do corpo e objetos, vocaliza e faz gestos para pedir algo.

Para estimular o desenvolvimento da fala, os pais devem interagir com o bebê, falando frases curtas. Ajuda, também, dizer o nome das coisas que a mãe vê ou está fazendo. Também é apropriado oferecer livros com gravuras coloridas, verbalizar sons de animais e deixá-lo ter acesso a instrumentos musicais de brinquedo.

A partir dos 18 meses, a criança já consegue dizer as palavras que realmente lhe importam: nomes de pessoas da família, depois os animais, brinquedos, comida e ações, totalizando cerca de 12 palavras. Nessa fase, o bebê se esforça cada vez mais a aprender a falar novas palavras, mesmo errando na hora da pronúncia. Não é necessário e nem se deve corrigi-lo. Deve-se, no entanto, devolver naturalmente a palavra correta em uma conversa.   

Aos dois anos, o bebê usará frases curtas com três palavras e já expõe melhor os seus gostos, sentimentos e desejos. O seu vocabulário pode conter por volta de 30 a 50 palavras, sendo capaz de entender 200 delas. Faz sentenças do tipo: “não quero água”, “cadê o auau”, “quero tomar leite”.

Somente aos 3 anos a criança será capaz de manter uma conversa e ajustar o tom e os padrões de fala.

Mesmo sem comprovação científica, do ponto de vista neurológico, as meninas em geral falam um pouco antes dos meninos, assim como eles começam a andar um pouco mais cedo do que elas.

Vale lembrar que a criança é única, o que significa que um bebê pode desenvolver a fala em um ritmo diferente da maioria das crianças da idade dele. No entanto, se aos 12 meses não estiver emitindo sons e sílabas com vogal e consoante, um especialista deve ser procurado.

Outro ponto a ser observado é quando a criança chega aos 18 meses, falando poucas palavras e se comunicando muito pouco. Sinal de alerta, também, quando os pais não conseguem entender nada do que o pequeno diz. Nesses casos, o mais recomendado é levar a criança para avaliação do pediatra e de um fonoaudiólogo.   


Revisado por: Isabela M. Forni, médica pediatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), autora do Blog Eludicar | Cuidado à criança. A profissional atende em unidades dr.consulta.(CRM/SP 163243).