Aquela velha ideia de que o trabalho da criança é brincar não poderia estar mais certa. Crianças que não brincam durante a chamada primeira infância (de 0 a 5 anos de idade) podem ter o seu desenvolvimento comprometido.

Até os dois anos, a recomendação é ter o cuidado de selecionar apenas brinquedos com componentes grandes – que, se levados à boca, não sejam engolidos – e sem peças cortantes ou perfurantes.    

Durante esse período, a maioria das crianças já começa a dar os primeiros passos, tornando-se verdadeiras exploradoras e brincam a todo momento. O bebê começa a apresentar maior coordenação motora e as brincadeiras de empilhar podem ser mais complexas, já que ele consegue encaixar peças pequenas em peças maiores e também é capaz de empurrar carrinhos e jogar a bola com as mãos, estando em pé.

Dar-lhes um papel em branco com lápis ou giz de cera para desenhar também é uma atividade que deixa os bebês encantados, mas a atividade deve ser supervisionada por adultos, para não se machucarem com a ponta dos lápis. Eles também adoram brincadeiras ao ar livre, quando é possível andar descalço na areia ou na grama e sentir novas sensações.

De 18 a 24 meses

Nessa fase, a criança já consegue brincar com o mundo da fantasia. Na brincadeira de “faz de conta”, usa a boneca como filho, colocando-a para dormir e dando comida. Marionetes e dedoches, ou “fantoches de dedo”, e brinquedos que imitam utensílios domésticos, como fogão e telefone, fazem o maior sucesso. Aliás, esse é um dos hobbies favoritos de toda criança dessa idade: imitar as pessoas da família.     

Todas essas brincadeiras de imaginação são de fundamental importância, já que estimulam a criança a pensar e criar novas situações, cenários e ideias, ou seja, a usar a criatividade.

Os pais podem ainda estimular a criança a brincar com quebra-cabeças de peças grandes, fazer sons de animais e incentivá-los a imitar, encorajar a guardar e retirar brinquedos das caixas e mostrar um álbum de fotos e nomear as pessoas.  

Perto dos dois anos, o bebê já é capaz de andar de marcha a ré, chutar a bola com os pés e iniciar o uso do triciclo. Também já é o momento de ensiná-lo a subir escadas e apontar e dizer as partes do corpo. Tudo de forma lúdica e agradável, para a criança fixar melhor o aprendizado.         

Em todas essas brincadeiras, os pais devem evitar comparações com outras crianças e respeitar o ritmo de cada uma. Durante as brincadeiras, deve-se tomar cuidado para não forçar a obediência do bebê. Caso ele não consiga realizar uma brincadeira, não é motivo para desânimo e deve ser repetida em outra ocasião. As atividades precisam ser feitas de modo natural, descontraído e agradável. E, lembre-se, o carinho e o sorriso dos pais ou cuidadores sempre ajudam a estimular a criança.  


Revisado por:  Thamyres Lourenço das Neves Paiva, pediatra da rede de centros médicos dr.consulta (CRM 155867)