É um dos principais acontecimentos do desenvolvimento do bebê e o primeiro passo rumo à independência.  Aos 12 meses, a criança completou os primeiros estágios do desenvolvimento motor, como sentar, engatinhar e virar sozinha. Após essa fase, já está pronta para ensaiar os primeiros passos. Fica de pé, amparada a algum móvel ou pelas mãos dos pais.

O incentivo dos pais ou cuidadores é fundamental para o seu desenvolvimento; por isso, um artifício simples é abrir os braços e chamar a criança, estimulando-a a caminhar. Fixar o olhar nos olhos do bebê e soltar um sorriso só vai atraí-la ainda mais. Já, se agachar e levantar sozinho, não é tão simples quanto parece, pois exige firmeza nas pernas e equilíbrio. Normalmente, essa capacidade é adquirida por volta dos 14 meses. Talvez na mesma época, comece até a tentar andar para trás.

A partir daí, o seu pequeno vai andar cada vez mais e melhor. Pode ainda caminhar cambaleando e vai tentar subir e descer poucos degraus. Brinquedos de puxar ou empurrar são um ótimo estímulo. Já os conhecidos andadores não são recomendados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), pois atrasam o desenvolvimento psicomotor da criança, além de aumentarem o risco de acidentes. Aquelas que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio.

Aos 15 meses, a maioria já anda sozinha e alguns bebês quase correm, embora desajeitados devido à reduzida coordenação muscular. Inicialmente caminham com as pernas afastadas uma da outra, os dedos do pés voltados para fora e os braços dobrados e elevados para ajudar no equilíbrio. Mesmo com tanto esforço, as quedas são frequentes.     

Ele também é capaz de subir numa cadeira e as peripécias começam a se acentuar. Pode começar a tentar escalar móveis da casa, pois deseja alcançar e mexer em absolutamente tudo.  Portanto, todo cuidado é pouco e os móveis precisam ser pesados ou fixados, para não virarem em cima da criança. Outro cuidado indispensável é a proteção de janelas e terraços com redes de proteção.

Aos 18 meses, os bebês conseguem chutar uma bola, mesmo que errem na maior parte das tentativas. Outros gostam de dançar ao ouvir uma canção, e pular se torna uma das atividades preferidas.

Aos 20 meses, já são capazes de subir as escadas, segurando-se no corrimão e, ao final do segundo ano de vida, conseguem subir e descer de uma cadeira sem ajuda.

A partir daí, os passos do bebê se tornam cada vez mais firmes e ligeiros. Isso pode deixar os pais aflitos, já que ele ainda não tem capacidade para parar rapidamente quando surge um obstáculo. Quedas e joelhinhos ralados serão comuns e farão parte do desenvolvimento.

Ao completar dois anos o bebê já estará andando quase como os adultos, inclusive pisando primeiro com o calcanhar e, depois, com a ponta dos pés. Anda de triciclo, em círculos, e corre sem cair.

As mães costumam ficar apreensivas quando o bebê demora a andar, porém é necessário ser paciente e saber que cada criança tem seu próprio ritmo, sem que isso caracterize qualquer problema no sistema nervoso central. E isso inclui os bebês prematuros, já que seu desenvolvimento costuma ser mais lento.

A preocupação só deve existir quando a criança se aproximar dos 18 meses sem conseguir andar, ou muito pouco. Nesses casos, a recomendação é conversar com o pediatra, que vai avaliar o desenvolvimento do seu filho.  


Revisado por:  Thamyres Lourenço das Neves Paiva, pediatra da rede de centros médicos dr.consulta (CRM 155867)