É natural que o homem fique apreensivo e meio perdido sobre o que fazer durante o parto.

Afinal, é a mulher quem vai dar à luz.
No entanto, a participação do pai nesse momento é extremamente importante e é preciso ter consciência deste papel. A experiência mostra que os companheiros participativos – aqueles que acompanham suas esposas nas consultas, ajudam nas tarefas de casa e auxiliam no que for necessário -, contribuem para a saúde do bebê e da mãe durante a gestação e o próprio parto.

Pesquisas indicam ainda que o apoio oferecido pelo pai tem vários efeitos positivos comprovados: diminui a necessidade de medicação e intervenção, acelera o trabalho de parto, reduz o risco de parto cirúrgico e melhora o desempenho do recém-nascido.

Na hora H, o pai pode ajudar a mãe, sobretudo, criando um ambiente calmo, receptivo e amoroso. E será de grande ajuda, se estiver com os ouvidos bem abertos.

Ouvir atentamente as queixas da parturiente e minimizar seus desconfortos é essencial. Desse modo, a mulher vai sentir-se fisicamente e emocionalmente amparada e acolhida e, com isso, ter um parto mais tranquilo.

Na prática, o homem pode auxiliar, como por exemplo, a dar a mão, passar toalhas úmidas no rosto, segurar e apoiar a esposa, além de massagear sua região lombar.

Pode ser que no momento a mulher queira algo completamente diferente do que foi previamente conversado e o pai, presente, poderá ajudar no que for necessário. É um momento especial e único e a união do casal é extremamente importante para o conforto de todos, inclusive do bebê.


Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)