Quando uma mulher entra no trabalho de parto, o corpo faz todo o “trabalho”.

As alterações hormonais e a compressão do bebê sobre os músculos ajudam a deflagrar todo o processo.

No entanto, caso seja necessário, isso também pode acontecer artificialmente, ou seja, induzido por hormônios ou por pressão mecânica sobre o colo do útero. O médico pode ainda ajudar a acelerar o trabalho de parto usando ocitocina para tornar as contrações mais fortes e eficazes.

A indução é indicada quando é melhor para o bebê nascer do que permanecer no útero ou quando a sua saúde ou da mãe correm risco se a gravidez continuar. As grávidas de alto risco, que tenham diabetes ou hipertensão gravídica, podem ser submetidas à indução.

O artifício da indução também é utilizado para aquelas mães e médicos que desejam marcar a data do parto, o que é cada vez menos recomendado. A prática nesse caso não é apoiada pelo Ministério da Saúde, mas elas continuam acontecendo e trazendo riscos para mãe e o bebê.

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde revelou que o parto induzido tem várias desvantagens, entre elas a maior necessidade de anestesia na hora do parto, três vezes mais chances de precisar de internação na unidade de terapia intensiva, cinco vezes mais chances de histerectomia pós-parto e mais remédios para o útero. Ou seja, se você puder evitar a indução do parto, é a melhor escolha.


Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)