O cordão umbilical é assunto muito importante não apenas para o bebê em formação como também para a mãe, já que muitas têm medo de que não possam ter um parto natural se o cordão estiver muito enrolado em torno do pescoço do seu bebê.

Como o feto, ao se movimentar no útero, faz com que o cordão se enrole em torno do pescoço, e às vezes mais de uma volta, cerca de um terço dos bebês estão assim no final da gravidez. Mas, isso não enforca o bebê nem impede que o parto seja natural, pois o médico obstetra com facilidade o desenrola durante o parto, depois da saída da cabeça do bebê.

O cordão umbilical só existe entre os animais mamíferos e seus 50 a 60 centímetros (por 2 cm de diâmetro) são compostos por uma veia e duas artérias, mantidas unidas por uma espécie de gelatina.

Todavia, estes vasos sanguíneos diferem completamente de todos os outros: se no corpo as artérias transportam sangue purificado e rico de oxigênio, enquanto as veias conduzem sangue que necessita de purificação e está cheio de gás carbônico, no cordão umbilical é exatamente o contrário: a veia transporta sangue limpo, oxigenado e repleto de nutrientes, enquanto as artérias carregam sangue cheio de gás carbônico para ser renovado pela placenta.

É importante lembrar que o feto possui um sistema circulatório próprio, composto por seu coração e pelos vasos sanguíneos de seu corpo, razão pela qual o seu sangue nunca se mistura com o sangue da mãe.

Os problemas no cordão umbilical que podem surgir são a ocorrência de compressão, o que interrompe o fluxo sanguíneo e faz o bebê entrar em sofrimento fetal, se não for atendido a tempo, e más interligações dos vasos do cordão com a placenta, o que é bastante raro, quando as funções de purificação e enriquecimento do sangue do feto não ocorrem como deveriam.

Exames de ultrassom regularmente feitos durante o pré-natal indicam ao médico se tudo está normal com o cordão umbilical ou se alguma medida deve ser tomada por ele.
Imediatamente após o nascimento do bebê o cordão umbilical é cortado e os pulmões começam a funcionar, com o que o sangue do bebê passa a ser oxigenado por via respiratória, como será no restante de sua existência.

Há algum tempo descobriu-se que no cordão umbilical são encontradas importantes células-tronco. Estas células não apresentam função definida e podem, portanto, se transformar em qualquer célula do organismo. Por isso, podem ser transplantadas para terapias variadas, como se faz com as células de medula óssea.

Por esta razão, há a possibilidade, embora custosa, de congelar essas células em um banco de sangue de cordão umbilical, para uso futuro se for necessário.

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