Por volta do terceiro mês a placenta está totalmente formada.

A partir daí se desenvolve junto com o feto até a hora do parto, chegando a medir 20 centímetros de diâmetro por 3 centímetros de espessura e a pesar cerca de 500 a 700 gramas (ou 1/6 do peso do bebê ao nascer).

A placenta é uma formação de tecidos, semelhante a um pequeno fígado e fica aderida ao útero. Ela é responsável pela alimentação e oxigenação do feto, além de eliminar as substâncias indesejáveis ao seu organismo, atuando também como barreira contra algumas infecções.

No começo da gravidez a placenta também provoca o aumento de produção do hormônio Beta HCG (gonadotrofina coriônica humana), que é, em parte, o grande responsável pelos enjoos ou “náuseas matinais” (que têm este nome, mas podem ocorrer a qualquer hora do dia). A partir do quarto mês, a liberação do Beta HCG diminui e a gestante vai sentir grande melhora nos enjoos e náuseas. Em alguns casos, eles param de acontecer.

A placenta também é responsável pela produção aumentada de hormônios como progesterona e estrógenos durante a gravidez, o que inibe a menstruação e são os principais responsáveis pelas mudanças físicas que acontecem no corpo das futuras mamães.

Outra função é possibilitar a passagem de imunoglobulinas G (IgG), que são moléculas que agem contra microrganismos e substâncias tóxicas. Por conta disso, o bebê recebe da mãe anticorpos contra doenças específicas e sua proteção imunológica é alta, mas isso dependerá também dos hábitos saudáveis da gestante. Tudo o que a gestante consome vai para ele. Daí a importância de uma alimentação saudável e balanceada e evitar substâncias como o álcool e o cigarro, que comprometem o desenvolvimdiagrama interno grávidaento do feto.

Cordão umbilical
O bebê está unido à placenta através do cordão umbilical e qualquer substância que esteja correndo no sangue da gestante poderá estar presente também no sangue do bebê. O cordão umbilical do feto, que sai da placenta, é constituído por três vasos sanguíneos entrelaçados, sendo 2 artérias que levam as impurezas do bebê para a placenta e 1 veia que leva sangue limpo e oxigenado da placenta para o bebê e, um terceiro, que conduz o sangue venoso de volta para a placenta. Atenção, o sangue da mãe não se mistura com o do bebê, salvo raras ocasiões! O bebê possui o seu sistema circulatório próprio, só dele.

Depois da 34ª semana de gestação, a placenta começa a envelhecer, tornando-se menos eficiente na transferências de nutrientes para o bebê. Já na 40ª semana, começa a deteriorar-se com risco de não fornecer oxigênio adequado ao bebê.

Expulsão da Placenta
O papel da placenta na manutenção do bebê chegou ao fim. Depois do nascimento da criança, ela será expelida. No caso de parto natural, o médico pede à mulher para fazer força para empurrá-la para fora, ou ele pode ajudá-la, massageando o útero. Logo após o parto, colocar o bebê no peito vai ajudar a
evitar sangramento no local onde estava a placenta, já que a estimulação dos mamilos libera ocitocina, hormônio responsável pelas contrações uterinas. Já na cesárea, o médico remove a placenta, e o útero e a parede abdominal são suturados e a pele é fechada com pontos.

Principais complicações da placenta

Placenta prévia: a placenta encontra-se muito próxima à saída do útero, podendo impedir a saída do bebê. O sintoma principal é o sangramento vaginal, não necessariamente acompanhado de dor, e o diagnóstico pode ser identificado a partir da 18ª semana de gestação por meio de uma
ultrassonografia de rotina.

Deslocamento prematuro da placenta: toda ou parte da placenta desloca-se da parede uterina. Essa condição é prejudicial ao bebê, pois pode privá-lo de alguns elementos essenciais e de oxigênio suficiente. Pode ocasionar sangramento vaginal e cólicas fortes na mulher. Nesse caso, o bebê precisa nascer imediatamente. Se houver deslocamento total, é provável que haja interrupção da gravidez e morte do feto.

Placenta retida: a placenta deve sair do útero em 30 ou 60 minutos após o nascimento do bebê. Quando isso não ocorre, há risco de hemorragia e infecção grave. Caso seja necessário, os médicos podem fazer curetagem (raspagem) e uma dilatação uterina para extraí-la.

Placenta acreta: é uma complicação muito rara, que ocorre quando os vasos sanguíneos da placenta se encravam profundamente na parede uterina, dificultando sua expulsão após o nascimento do bebê. O tratamento nesse caso será realizado após o parto e dependerá da situação em que a mãe se encontrar. Geralmente, realiza-se uma curetagem após o parto. Em casos mais graves, pode haver necessidade de remoção do útero.

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