Embora esteja preocupada demais neste momento com o bebê, vá se preparando para algumas tarefas que inevitavelmente terá pela frente após ele ter vindo ao mundo.

Uma das principais, e mais importantes, é a amamentação: é por ela que o bebê se alimentará e, portanto, ele vai ainda dependerá muito de você.

O aleitamento materno é altamente gratificante, ele é o primeiro contato direto entre mãe e filho. Se na hora que o bebê nascer ele for colocado no seu seio, imediatamente começará a sugar. É instintivo.

Mas vamos devagar, para você entender melhor. No final da gravidez, ou logo em seguida ao parto, um líquido amarelado e espesso, chamado colostro, é excretado pelos seios da mãe. Este líquido é altamente nutritivo e protetor, pois contém tudo de melhor que o bebê precisa para se alimentar neste momento.

O colostro é importante para a proteção imunológica do bebê e ajuda a eliminar o mecônio, que é o conteúdo que está no intestino dele antes de nascer. Dois ou três dias depois do parto, o colostro dará lugar ao leite, que vai “descer” pela estimulação do bebê ao sugar o seio e pela liberação do hormônio da lactação, a prolactina.

A amamentação vai depender muito da lei da “oferta e da procura”: quanto mais você oferecer o seu seio ao bebê, mais ele vai sugar e maior quantidade de leite vai ser produzida para alimentá-lo e saciá-lo. A produção do leite está diretamente relacionada à quantidade do leite mamado.

O reflexo da liberação do leite pode demorar uns dois minutos: começa com um pequeno formigamento no seio, antes do leite começar a sair. Portanto, é inútil quando se ouve falar que o bebê deve ficar dois minutos em cada seio.

Se você negar o seio ao bebê antes do leite descer, vai diminuir a sua produção, podendo até secar. Além disso, você terá que conviver mais cedo com choros e irritações.


Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)