Cigarro: você está cansada de ouvir que o cigarro tem mais de 4 mil substâncias nocivas ao corpo humano, não é mesmo? Mas você tenta, tenta e não consegue largar.

É isso mesmo, fumar é um dos piores vícios, mas muita gente consegue parar, basta buscar um bom incentivo. No caso da grávida, quer melhor motivo do que garantir a saúde do bebê?

O fumo traz para a criança problemas neurológicos, complicações cardíacas, baixo peso e maior risco da morte súbita. Com tantos males, a obrigação de toda mãe é pelo menos tentar. Para se ter uma ideia, metade das grávidas conseguem abandonar o vício durante a gestação, de acordo com o Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração do Estado de São Paulo.

É preciso muita força de vontade e estar aberta para receber ajuda. E o seu médico obstetra é a pessoa mais indicada para ajudá-la, pois é o único que pode receitar o medicamento certo para você, já que produtos aparentemente inofensivos, como chicletes e adesivos de nicotina, não podem ser utilizados sem orientação médica. Isso, porque a nicotina é vasoconstritora e pode diminuir a passagem de sangue na placenta, diminuindo o fluxo de oxigênio e nutrientes para o bebê.

Para largar o vício você vai precisar de toda ajuda possível. Terapia, acupuntura, homeopatia, exercício físico e muita determinação. E se o futuro pai também é fumante, ele precisa dar uma força para a gestante e largar o vício. O bom é que um pode incentivar o outro. Vamos lá, você consegue!

Álcool

O consumo de álcool na gravidez pode deixar sequelas graves no bebê, como malformação ou algum tipo de deficiência mental, dependendo da fase da gravidez e da quantidade de álcool ingerido. Já os riscos para as gestantes vão desde o trabalho de parto prematuro até o aborto espontâneo.

O álcool pode também gerar a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF), responsável por fazer o bebê nascer com alguma malformação, reduzindo sua capacidade intelectual. E os efeitos do álcool não são prejudiciais só na gestação. Durante a amamentação, a mulher que consome álcool pode deixar a criança sonolenta, sem conseguir mamar direito e com baixo peso e desenvolvimento. E nada de imaginar que apenas uma taça de vinho não vai fazer mal. Os médicos são enfáticos: fique longe do álcool durante toda a gravidez.


Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)