O amor é uma realidade absoluta que depende de ao menos duas características para existir: primeiro, a união e o desejo de unidade e, segundo, a doação ou a renúncia de si mesmo.

Indo além, o amor requer enorme carga de sensibilidade para existir e tem como referência o outro. Mostra dessa dinâmica é a mãe, quando traz seu filho no ventre: durante nove meses, uma união visceral, profundíssima, manterá unidos dois amores em benefício de um terceiro.

É a mãe que carrega e nutre, e que vive as mudanças no corpo, mas o fruto do amor também gera uma mudança fundamental na vida do casal: juntos, criam uma nova vida. O bom será se o pai estiver cada vez mais envolvido nessa dinâmica, participando ativamente da gestação e ajudando a futura mãe a lidar com as incertezas, alegrias, medos e ansiedades desta etapa tão importante, enquanto lida com as próprias.

Pense: em menos do que 1% da duração média de uma existência humana, outra vida surgirá! Se adotarmos 70 anos como o tempo médio humano de vida, em não mais de 9 meses tudo será revisto e passado a limpo pelo casal: por que existimos, como somos feitos, que mundo enfrentamos ao nascer e como podemos fazer deste mundo algo melhor para nós e para quem nos suceder.

Apesar de todos os receios da mãe, a gravidez é uma etapa a ser vivida a dois: desde a gravidez, o amor e o carinho do casal serão fundamentais para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança ao longo da vida.

Com tanta responsabilidade nas mãos, muita gente ainda se questiona se tem coragem de gerar uma criança num mundo desafiador como o atual. Para uma família com sólidos valores, isso não é empecilho. Desafio, sim, mas obstáculo, não.

É no âmbito familiar que aprendemos princípios, o que é certo e errado e a nos relacionarmos com o mundo. O desafio de gerar e criar uma pessoa é grande, verdadeiramente grande, mas a família que se estrutura é capaz de oferecer os elementos-chave para a criação e a formação do ser humano: o amor, a atenção, o carinho e o cuidado. Pois a criança é o fruto do amor fecundo dos pais.