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er mãe é padecer no paraíso. Será que é? Segundo o escritor Luís da Câmara Cascudo, “os ditados populares sempre estiveram presentes ao longo de toda a História da humanidade” – e as mães também! A alegria do maravilhoso dom da maternidade ultrapassa todas as barreiras e contradiz a conotação negativa do ditado.

O sentido da frase revela que, mesmo com todas as dificuldades, desafios e preocupações que se possa ter na gestação e criação de um filho, ser mãe é experimentar o Éden na terra, é conhecer o que é o bem e o que é o mal, para em meio a tudo isso buscar optar sempre pelo melhor para a criatura que está vindo e sua família.

E você vai descobrir exatamente isso. Conceber um filho é uma das experiências mais longamente emocionantes da existência. É assistir de camarote o milagre da vida. Ser mãe é a felicidade em potência máxima, é um exercício diário de dar e receber amor.

Desde o nascimento do bebê somos – homens e mulheres – completamente absorvidos por aquele ser que nos parece tão pequeno e frágil, mas que nos dá força de gigante! Por ele, somos capazes de crescer em estatura interna para defender a cria, reflexo do amor incondicional, mas, por ele, somos também confrontados com os mais doloridos sentimentos de dúvida sobre nossa própria competência pessoal.

E não adianta tentar explicar em palavras, é preciso ser mãe e sentir. Esses sentimentos começam a tomar forma durante a gravidez, quando a relação mãe-bebê se inicia, daí por diante oscilando, intensificando e alterando a vida inteira, enquanto tudo ao redor continua mais ou menos como estava antes. Tudo isso culmina no nascimento. Ao nascer um bebê, nasce uma mãe. E apesar de todos os desafios, você vai se sentir no paraíso.

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