Por mais normal que seja uma gestação, a maioria das gestantes viverá algum nível de desconforto ou mal-estar, já que o corpo inteiro está se alterando e trabalhando para gerar uma nova vida.

 

 

Enjoo matinal018

É comum nos primeiros meses de gravidez e pode ocorrer a qualquer hora do dia, ao contrário do que o nome sugere. Cerca de 75% das mulheres sofrem disto já desde a 5ª ou 6ª semana, mas ele tende a passar ou diminui bastante ao final do primeiro trimestre.

Não se sabe ao certo o motivo, mas acredita-se que tem relação com o hormônio Beta HCG e a náusea varia de intensidade de grávida para grávida.

O que se pode fazer:

– Coma de 3 em 3 horas em pequenas quantidades, para não ficar de estômago vazio;
– Escolha alimentos mais secos, como bolachas de água e sal, torrada e pão;
– Caso vomite, faça apenas bochecho com água, já que o creme dental pode causar enjoo;
– Chá ou bala de gengibre proporciona alívio para algumas mulheres;
– Descanse 20 minutos antes de levantar, ao acordar.

Retenção de líquidos e inchaço

Durante a gravidez o corpo incha porque existe um aumento na quantidade de sangue e líquidos no organismo, portanto, três entre quatro mulheres grávidas terão edema em alguma etapa da gestação. Normalmente, os pés, os tornozelos e as mãos são os mais afetados e tendem a ficar mais inchados no final do dia.

O que se pode fazer:

– Beba muito líquido;
– Evite ficar de pé ou sentada por muito tempo;
– Sempre que possível, eleve os pés;
– Evite roupas ou sapatos apertados;
– Evite saltos altos, que agravam o inchaço;
– Use meia elástica com a orientação do seu médico obstetra.

019Dor nas costas

De 50% a 75% das mulheres sentem dores nas costas em algum momento da gravidez, em função do aumento de peso e da mudança do centro de gravidade para a frente do corpo. Outro fator é que as articulações ficam mais relaxadas do que o normal, pois o corpo está se preparando para o parto.

O que se pode fazer:

– Manter sempre as costas eretas, sentada e quando caminha;
– Evite carregar peso e diminua o serviço doméstico mais pesado, como lavar roupa e limpar o chão;
– Você pode também se espreguiçar longamente, para esticar a coluna;
– Sente-se em cadeiras que tenham um bom apoio para as costas;
– Durma de lado em um colchão firme;
– Aplique compressas quentes nas áreas doloridas.

Fadiga

Cansaço e sono excessivo são alguns dos primeiros sintomas da gravidez. O motivo é o aumento dos níveis hormonais, já que o corpo está se preparando para gerar uma nova vida.

A exaustão costuma passar entre a 12ª e a 14ª semanas, com a energia voltando ao normal até a 30ª e 34ª semanas, quando a fadiga pode aparecer de novo. Agora, a causa é o tamanho da barriga e, eventualmente, as noites de sono mal dormidas.

O barrigão atrapalha na hora de encontrar uma posição confortável na cama e, nessa fase, é comum levantar duas ou três vezes para ir ao banheiro durante a madrugada, já que o crescimento do útero comprime a bexiga e isto aumenta a frequência de micção da grávida.

O que se pode fazer:

– Descanse sempre que possível;
– Eleve os pés quando estiver sentada;
– Cochilos de dez minutos após o almoço podem ser revigorantes;
– Durma algumas horas a mais por noite;
– Faça exercícios leves todo os dias, em todo momento em que puder;
– Aceite ajuda nas tarefas domésticas;
– Evite cafeína, pois depois do pico de energia seu corpo vai sentir ainda mais o cansaço.

Câimbras020

As câimbras são comuns durante a gravidez, principalmente nas panturrilhas (“batata da perna”), podendo ocorrer também nos pés ou até mesmo nas coxas.

As causas prováveis deste tipo de incômodo são a fadiga e a deficiência de sais minerais, principalmente de potássio e cálcio. No final da gravidez, com a retenção maior de líquido e a diminuição de atividade, pode aumentar a probabilidade de câimbras, especialmente à noite.

O que se pode fazer:

– Ao sentir câimbras nas panturrilhas sente-se, estenda a perna e procure voltar os dedos dos pés em direção ao joelho, alongando os músculos;
– Faça massagens ou aplique compressas quentes no local onde tiver ocorrido a câimbra;
– Para evitá-las, use meias elásticas e altere períodos de atividade e de repouso;
– Sente com os pés elevados sempre que puder.

Varizes

Elas surgem quando o útero pressiona as veias pélvicas, aumentando a pressão nos vasos da pele, que dilatam. Podem provocar dores de grande variedade e intensidade, indo de uma dor forte até uma leve sensação de “formigamento” ou ardor.

A boa notícia é que há chance de as veias dilatadas na gravidez regredirem três ou quatro meses após o parto, principalmente em quem nunca teve varizes anteriormente.

O que você pode fazer:

– Evite ficar em pé ou mesmo sentada por longos períodos;
– Ao deitar-se, coloque um travesseiro sob os pés para que fiquem mais altos;
– Use meia elástica ou meia-calça, que deverão ser colocadas antes que você se levante pela manhã e após ter elevado as pernas por mais ou menos dez minutos;
– Nunca use roupas apertadas ou meias compridas que tenham a barra apertada por elástico;
– Não use sapatos apertados;
– Não fume e pratique constantes atividades físicas.

022Azia

Trata-se da sensação física decorrente do afrouxamento do esfíncter esofágico, uma válvula muscular que se para o esôfago do estômago, permitindo que haja a regurgitação de alimentos e dos sucos gástricos. Com isto, o bolo alimentar volta à boca, com um gosto salgado e azedo.

E como os ácidos gástricos queimam e irritam o revestimento do esôfago, acontece então a sensação de queimação. Nos últimos meses de gestação estes problemas podem se agravar porque, com o útero aumentado, o estômago tende a ser comprimido para cima.

O que você pode fazer:

– Evite ganhar muito peso: quanto mais você engordar, maior será a pressão no estômago;
– Coma sempre devagar, mastigando bem os alimentos e pondo pequenas porções na boca a cada vez;
– Evite alimentos muito gordurosos e condimentados;
– Evite frituras e carnes processadas (salsicha, salame ou mortadela);
– Evite chocolate, café, álcool, refrigerantes, hortelã e pimenta.
– Não deite logo após as refeições.

Incontinência urinária

É possível que você deixe a urina escapar se fizer algum esforço mais forte ou inesperado, como espirrar ou tossir.Esse “vazamento” é chamado de incontinência urinária de esforço e acomete muitas mulheres na gravidez.

Entre as causas estão o peso do bebê, que faz com que o esfíncter urinário fique mais relaxado e pressione a bexiga. A boa notícia é que esta situação normalmente regride espontaneamente após o nascimento do bebê.

O que se pode fazer:

– Exercícios de Kegel ajudam a fortalecer o músculo do assoalho pélvico e a manter o esfíncter urinário contraído;
– Contraia e relaxe o períneo enquanto você assiste TV, lê um livro ou navega na internet.
– Perda de urina também pode ser indicativa de infecção urinária, portanto, comente com o seu médico.

Gases025

É embaraçoso, porém comum, ter um aumento na produção de gases durante a gravidez, devido ao aumento do hormônio progesterona, que reduz a atividade intestinal e favorece a formação de gases estomacais e intestinais.

Já outro hormônio, o estrógeno, provoca a dilatação do útero e faz o abdômen parecer maior. Os gases, tanto no início como no fim da gravidez, são mais comuns após as principais refeições.

O que se deve fazer:

– Evite comer alimentos de difícil digestão e bebidas gasosas;
– Mastigue lentamente;
– Evite falar enquanto come;
– Caminhe diariamente;
– Evite chicletes.

Gengivite

O sangramento da gengiva pode ocorrer mais facilmente durante a gestação, por causa da variação dos níveis hormonais, o que modifica o equilíbrio normal da boca. É muito importante incluir exames odontológicos regulares, já que doenças bucais podem, por exemplo, levar ao parto prematuro e influir no baixo peso do bebê.

Já as mulheres diabéticas precisam redobrar os cuidados, pois há evidências de que esse grupo corre um risco quatro vezes maior de sofrer com gengivites ou periodontites do que o das gestantes que não apresentam o problema.

O que se pode fazer:

– Utilize fio dental diariamente e capriche na escovação;
– Consuma menos doce, que aumenta a acidez bucal, gerando um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias;
– Visite o dentista a cada três meses;
– No dentista, o profissional deve ter o cuidado de não reclinar muito a cadeira odontológica, evitando o desconforto e até mesmo dificuldade de respirar.

Hemorroidas

Na gravidez o útero dilata, comprimindo o intestino e causando prisão de ventre. Daí, ao se esforçar para evacuar, pode acontecer um alargamento das veias do seu ânus, que são as hemorroidas. Pode haver sangramentos e isso não é prejudicial nem para você nem para o bebê, mas traz bastante incômodo para a gestante.

O que se pode fazer:

– Tenha uma alimentação rica em fibras e líquidos;
– Coloque uma pequena bolsa de gelo no local;
– Durma sobre o lado esquerdo e, não, de costas, para evitar a compressão excessiva das veias retais;
– Não faça muita força ao evacuar e coloque os pés num banquinho, para facilitar;
– Só use pomadas, supositórios ou laxantes prescritos pelo médico obstetra;
– Ao sentir dor ao sentar, use uma almofada macia ou anel inflável.

026Falta de ar

O bebê em crescimento empurra o intestino contra o diafragma e a capacidade de expansão da caixa torácica fica diminuída, gerando a sensação de falta de ar.

Quando ela é leve e suportável, é considerada normal e faz parte da adaptação do corpo, mas não é comum a gestante ficar incomodada em repouso. Nesse caso, é preciso avaliação médica para descartar doenças cardiológicas ou respiratórias.

Quando o bebê encaixa na pelve, por volta da 34ª semana de gestação, a barriga tende a “descer” e a falta de ar costuma diminuir, porque o pulmão fica com mais espaço para se encher de ar.

O que se pode fazer:

– Sente-se e respire com calma, impulsionando os pulmões para cima e para baixo;
– Relaxe e evite o estresse;
– No caso de falta de ar, não se abaixe: fique de pé e deixe que seu peito se expanda;
– Cuidado com o excesso de atividade física;
– Evite grandes esforços;
– Exercícios de relaxamento e de respiração podem ajudar aliviar os sintomas.

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