Acompanhe semana a semana todo as transformações surpreendentes no seu corpo.

Primeiro Trimestre

1ª semana

São 40 semanas de gestação ou 280 dias. A data provável do seu parto será calculada a partir do primeiro dia de sua última menstruação, que será anotado como DUM em seu prontuário pré-natal.

2ª semana

O processo da ovulação acontece quando um dos seus dois ovários libera um óvulo. Geralmente isso acontece 12 a 16 dias antes do início de sua próxima menstruação.

3ª semana

O óvulo se fundiu com o espermatozoide, criando uma célula única. A concepção teve sucesso.

4ª semana

Seu útero já começou a crescer.

5ª semana

Já é possível fazer um teste do hormônio beta HCG, seja o de farmácia, que é menos preciso, seja o de análise laboratorial do sangue, que tem quase total precisão. Uma vez constatada, marque uma consulta com o seu médico. Mesmo sem sinal da gestação, seu corpo já está em plena transformação. Os seios vão ficar mais inchados, doloridos e com os mamilos salientes por conta dos hormônios da gravidez. Além disso, as repetidas idas ao banheiro serão mais frequentes devido à compressão da bexiga pelo útero em crescimento. Com tantas transformações, seu corpo vai sentir a sobrecarga, por isso não admire-se com um cansaço e uma vontade enorme de dormir. Desde já, é preciso prestar atenção muita atenção aos alimentos e aos remédios. Uma simples aspirina precisa de autorização do seu médico!

6ª semana

As roupas passam a ficar apertadas na cintura, mesmo sem sinal da barriga. Você pode ter começado a ganhar peso, portanto, cuidado para não comer por dois. Outras podem estar emagrecendo por conta dos enjoos e azia, comuns nessa fase. Nesse caso, não deixe de mencionar com o seu médico. A prisão de ventre causada pela pressão do útero sobre o reto é o outro incômodo recorrente. Para resolver esta questão, capriche na ingestão de fibras e frutas, beba muito líquido e pratique exercícios físicos a fim de ajudar no trânsito intestinal.

7ª semana

É hora da sua primeira consulta pré-natal e você será minuciosamente examinada para garantir a sua saúde e a do bebê. O médico vai fazer um exame físico, medir sua pressão arterial, apalpar a tireoide, medir o tamanho da barriga para verificar a altura uterina, pedir exames de sangue e urina e, talvez, até uma ultrassonografia para confirmar a data prevista do parto. Aproveite para tirar as dúvidas e não se preocupe, caso você tenha esquecido de perguntar algo. Serão pelo menos dez consultas ou mais até o final da gestação.

8ª semana

Seu metabolismo aumenta em até 25% e você pode sentir seu coração bater mais acelerado, além da sensação de um extremo cansaço. Com o aumento dos seios, devido à expansão dos dutos por onde circulará o leite, é uma boa hora para comprar sutiãs maiores. A peça, fundamental na sustentação dos seios, vai evitar dores e ajudar a prevenir o aparecimento de estrias. Sua circulação sanguínea estará a todo vapor com um incremento de até 50% do volume. Isso significa uma sobrecarga no sistema circulatório, que a deixará mais suscetível a sofrer com varizes e hemorroidas.

9ª semana

Seu útero dobrou de tamanho! Por conta disso, algumas mulheres sentem cólicas, enquanto outras não percebem nenhum sintoma. Se houver sangramento, procure atendimento imediato. Essa recomendação vale para qualquer período da gestação, mas antes da 13ª semana, a informação é ainda mais relevante. Sangramento pode ser sinal de aborto espontâneo, sendo que mais de 80 % dos casos ocorrem nesse período. Mesmo que sua gravidez não seja notada, você vai perceber que aquela calça ou blusa já não cai tão bem quanto antigamente.

10ª semana

Você pode sentir-se mais sensível, chorar fácil por um motivo banal e ficar mais irritada ou ansiosa. Ou ainda permanecer alegre num momento e, na hora seguinte, ficar mais caidinha. Todo essa enxurrada de emoções deve-se a alterações hormonais que mexem diretamente com o seu humor. A boa notícia é que o seu corpo vai se adaptar aos poucos com essa situação e seu estado de espírito também vai melhorar. No entanto, não hesite em procurar ajuda. O seu médico vai poder avaliar melhor se você precisa de um cuidado especial.

11ª semana

Você deve estar sentindo muita sede, pois seu corpo está sinalizando a necessidade de mais líquidos. Tome muita água antes mesmo de sentir sede! Outro sintoma comum nessa fase é a queda de pressão ocasionada pelo aumento da circulação sanguínea a fim de levar alimento para o bebê. Por conta disso, você pode sentir uma moleza ou ter uma sensação de desmaio. Se passar por essa situação, comente com o seu médico. Ainda não é possível sentir os movimentos do seu filho, embora ele esteja bem ativo. Só resta conter a ansiedade!

12ª semana

Comemore, os enjoos devem ter passado, pois o corpo está mais ajustado às ações hormonais e o risco de aborto espontâneo cai cerca de 65%. A fase do cansaço e da indisposição também se foram. Aproveite para exercitar o corpo a fim de controlar o peso, reduzir o risco de complicações obstétricas, e manter a mente saudável, proporcionando uma melhora na qualidade de vida. Afinal, você vai precisar de muita disposição até o final da gravidez. Nessa época, é recomendável uma visita ao dentista. Isso porque o aumento dos níveis hormonais torna a gengiva mais sensível à substâncias irritantes da placa bacteriana. Daí a necessidade em manter uma boa higiene bucal.

13ª semana

Sem os desconfortáveis enjoos, o apetite pode voltar com força total. Alimente-se de forma saudável, mas cuidado para não cair na tentação de comer por dois. O controle de peso é muito importante para a sua saúde e a do bebê, já que o sobrepeso aumenta os riscos de diversas doenças como hipertensão, diabetes gestacional, doenças renais e as tireoidopatias, entre outras. O ideal é engordar entre 9 e 12 quilos durante todo o período gestacional. Algumas mulheres podem apresentar contrações leves, bem rápidas, as chamadas contrações de Braxton e Hicks que não trazem risco algum. Na verdade, elas são consideradas um treinamento para as verdadeiras contrações do trabalho de parto.


Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)