Foi-se o tempo em que ter gêmeos era uma raridade. A gestação múltipla é uma realidade cada vez mais comum nos dias de hoje e só vem crescendo no mundo todo: 79% nos Estados Unidos, entre 1980 e 2014, e 28,5% no Brasil, entre 2010 e 2014.

 

Um dos motivos do aumento é a popularização das técnicas de reprodução assistida e pelo fato das mulheres estarem engravidando mais tarde, especialmente depois dos 35 anos. É que em idades mais avançadas há mais chances de ter mais de um óvulo maduro em um mesmo ciclo menstrual, o que seria uma espécie de compensação do organismo pela gradativa diminuição da função ovariana.

Já, uma gravidez de gêmeos espontânea é bem mais incomum, acometendo apenas de 1% a 1,5% da população. Apesar do crescimento de gestações múltiplas, não há uma só grávida que não receba a notícia como um choque. Carregar dois, três ou quatro bebês ao mesmo tempo traz um misto de euforia acompanhado de um sentimento de pânico. Afinal, grávida de múltiplos exige cuidados em dobro. Em geral, elas têm maior risco de desenvolver problemas como a diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, além de anemia e fortes enjoos.

E os desconfortos não param por aí. Sentem também falta de ar de forma mais intensa, os batimentos cardíacos são mais acelerados, a pressão sanguínea fica um pouco mais baixa, as crises de hipertensão são comuns, a digestão fica complicada e as chances de refluxo são maiores. Ufa! Não é toa que nos deparamos com grávidas de múltiplos fazendo repousos longos, principalmente após a 20ª semana.

Outro motivo para tantos cuidados e repouso antecipado é o risco maior de partos prematuros: gêmeos costumam nascer por volta da 36ª e 37ª semana, os trigêmeos costumam chegar entre a 30ª e a 34 e os quadrigêmeos podem vir ainda mais cedo, entre a 28ª e a 32ª semanas. Com todas essas questões, a grávida precisa de um apoio e suporte da família numa dosagem bem maior. Mãe de gêmeos precisa de ajuda em dobro!

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