É fascinante: quando você está grávida, todos querem adivinhar se você terá um menino ou uma menina. Alguns até sugerem métodos antigos e curiosos, como o teste do anel, o da tesoura, o da linha negra, o do formato da barriga e até o de sonhos. São tantos que dão margem a bons momentos de diversão.

Deixando as brincadeiras e superstições de lado, a tecnologia da moderna ciência é a forma mais precisa para se identificar o sexo do bebê. Entretanto, até o exame de ultrassom pode não ter 100% de acerto. O resultado preciso dependerá do tipo de equipamento usado, o tempo da gestação e, muito importante, a colaboração do bebê, pois, dependendo da posição em que ele ou ela estiver, as imagens podem não ser conclusivas.

O pai é que define se o bebê será menino ou menina. E assim como as características físicas, o sexo do feto é decidido no momento da concepção, quando o espermatozoide fecunda o óvulo da mulher. Dos 23 pares de cromossomos, somente um par determina o sexo da criança. Esse par crucial contém os cromossomos do sexo X e Y. As meninas tem dois cromossomos X, enquanto os meninos têm um cromossomo X e um Y. O cruzamento XX resulta em um embrião feminino, e o XY, em um masculino

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Duas semanas após a concepção, a placenta já está se formando e começa a produzir um hormônio chamado de gonadotrofina coriônica humana (HCG), conhecido como o hormônio da gravidez, já que a sua presença indica que houve a fecundação. É através dos níveis de HCG que os testes de farmácia e o de sangue confirmam uma gravidez.

Já para saber o sexo do bebê, os pais precisam conter a ansiedade e esperar até o ultrassom do quarto mês. Para os mais apressadinhos, há um outra alternativa, desde 2003, bem mais simples e não muito conhecida. Trata-se do exame de sangue realizado a partir da oitava semana de gravidez. No entanto, esse teste, chamado de sexagem fetal, é caro, em média R$ 600 reais. Geralmente é realizado para aquelas que precisam da informação o quanto antes para um diagnóstico e até mesmo para o tratamento de alguma doença relacionada ao sexo, como hemofilia e miopatia.

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Revisado por: Marcus Cavalheiro, Médico Ginecologista e Mestre em Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM/SP 30.077)