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Febre amarela: grávidas e bebês têm como se proteger mesmo sem a vacina

Aprenda a defender sua casa do mosquito e veja como usar corretamente o repelente no bebê
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Postos de vacinação lotados e pessoas apavoradas com a possibilidade de pegar a febre amarela. Como gestante não pode tomar a vacina sem indicação do médico, veja o que fazer para proteger a grávida e o bebê. 

Sem vacina

Resta a pergunta, como se proteger? A febre amarela é transmitida somente através da picada do mosquito Haemagogus contaminado com a doença; portanto a única maneira de evitar a doença, além da vacina, é evitando a picada.

“Infelizmente, as medidas de prevenção para o grupo de pessoas que não pode receber a vacina são apenas as mesmas medidas contra a picada do mosquito da dengue.  Proteger-se com roupas que cobrem braços e pernas, evitar a propagação do mosquito e o deslocamento para as áreas de risco, principalmente os bebês”, avisa a médica Ana Karolina.

Até os seis meses de idade os repelentes não são indicados, para evitar reações na pele dos bebês, que é muito sensível. Por isso, a proteção deve ser feita apenas com as roupas (existem opções para bebês, com ação repelente, disponíveis no mercado) e tomar alguns cuidados com o ambiente, mantendo as janelas fechadas e com telas ou usando mosquiteiros no berço.

+Conheça mantas e roupas de bebê com ação repelente

“O ar condicionado é muito eficaz para prevenir picadas. Sinal verde para os repelentes de tomada, embora com alguns cuidados. O ideal é ligar o aparelho algumas horas antes de dormir e com a janela aberta. Em seguida, retirar da tomada e fechar a janela, sempre mantendo uma distância de 2,5 metros de quem utiliza, para evitar alergias”, recomenda a dermatologista Juliana Cahali, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Quando o bebê tem mais de seis meses, o repelente pode ser usado, mas sempre com alguns cuidados. O produto escolhido deve ser apropriado para a idade, e os pais devem evitar aplicá-lo na pele da criança mais de uma vez ao dia.

Na hora da compra é preciso atenção, já que apenas um princípio ativo presente no repelente é permitido para crianças até dois anos: o IR 3535, que pode e deve ser identificado na embalagem.

Outros cuidados necessários com o uso do repelente:

– Nunca deixe o bebê dormir com repelente aplicado no corpo;

– Evite o uso próximo de mucosas (os repelentes irritam as mucosas) ou sobre a pele irritada. Não passe próximo aos olhos, nariz e boca;

– Evite o uso de produtos que combinam repelentes e protetores solares no mesmo produto, pois os repelentes diminuem a eficácia do protetor solar. Se necessário, aplique primeiro o protetor solar, espere por 20 minutos e, então, aplique o repelente;

– Os repelentes ultrassônicos ou à base de luz são ineficazes, segundo os especialistas, assim como as pulseiras repelentes;

– Siga orientação do fabricante quanto ao número de vezes que o produto pode ser reaplicado. De preferência, utilize só uma vez ao dia;

– Quanto maior a temperatura, principalmente acima de 30 graus, menor a duração dos repelentes.

Vacinação

A vacinação não é indicada para gestantes e mães que estejam amamentando, só sendo prescrita pelo médico nesses casos quando a mulher vive em uma área endêmica e se o profissional da saúde avaliar que o risco das reações da vacina é menor do que o da própria doença. Já os bebês podem ser vacinados a partir dos nove meses de idade.

Pessoas com alergia ao ovo devem tomar alguns cuidados ao serem vacinadas. Isso porque a vacina é cultivada em ovos embrionários da galinha, por isso, a dose contém proteínas do alimento. Se o bebê possui histórico de reações alérgicas leves ao consumo de ovo, pode tomar a dose, desde que alguns cuidados sejam tomados. “Essas crianças com alergia leve podem receber a vacina desde que estejam sob a supervisão de um médico e depois fiquem em observação.

Já quando a criança tem histórico de reações alérgicas mais pesadas, a vacinação é contraindicada. “Pacientes que apresentam alergia grave ao ovo, com reações como choque anafilático (ou anafilaxia) e edema de glote, não podem receber a vacina, salvo em condições especiais de epidemias na região onde o indivíduo mora”, encerra Ana Karolina.


Fontes:
Ana Karolina Marinho, médica Coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) (CRM/SP 107129)
Juliana Cahali, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e membro do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês. (CRM/SP: 97420)

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