PAGE-TYPE=single

Exame do cotonete deve ser feito semanas antes do parto

Já fez o teste? O exame detecta uma bactéria que pode ser fatal para o bebê, estreptococo tipo B
0 Comentários

Popularmente conhecido como  o exame do cotonete, o estreptococo tipo B é realizado próximo ao parto e serve para detectar a presença da bactéria estreptococo tipo B entre a 35ª e a 37ª semana de gestação. Rápido e simples, tem esse apelido por ser feito com um cotonete para coletar amostras na região da vagina e também do ânus.

Estreptococo B
O estreptococo tipo B é uma bactéria muito comum, que costuma habitar, além da vagina, as regiões intestinal e retal da mulher. Fora do período gestacional, a bactéria é inofensiva. Já para as gestantes, há o risco de causar uma infecção grave ao bebê na hora do parto, chamada de sepse neonatal precoce, ou choque séptico, que provoca uma inflamação descontrolada no organismo. Meningite e pneumonia também podem ser causadas pela bactéria.
Para se ter uma ideia do quão comum é a bactéria, estima-se que, a cada três gestantes, uma tenha o estreptococo B. Justamente por isso, o exame é pedido apenas algumas semanas antes do parto, já que se fosse feito no início da gestação, haveria chances consideráveis da bactéria aparecer novamente.
A boa notícia é que o risco de infecção é pequeno, mesmo sem o antibiótico (0,5 por cento), e fica menor ainda se a bactéria for detectada antes do parto. Por isso, não é preciso se assustar, caso o resultado seja positivo.

Conheça os exames que toda grávida deve fazer no nosso Guia da Gestante 

Tratamento
Não há um tratamento durante a gravidez. É indicado, no entanto, a aplicação de um antibiótico durante o trabalho de parto. Por isso, lembre-se de dar o cartão de pré-natal ou alertar o obstetra plantonista ao chegar na maternidade.
Para as gestantes sem o exame, alguns hospitais costumam aplicar o antibiótico por precaução. Já em partos prematuros, o obstetra pode aplicar o antibiótico mesmo se o exame der negativo, já que, nessa situação, uma possível infecção pode ser ainda mais perigosa.


Revisado por: Claudia Lyn Nishimura, médica ginecologista e obstetra. Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) (CRM/ SP 57701)

Deixe o seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *