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Exame de toque vaginal na gestação

Excessos no procedimento podem aumentar o risco de infecções
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Para determinar o momento da internação para o parto, é preciso realizar o exame de toque. Isto acontece quando as contrações ficam regulares e, assim, o médico consegue avaliar se existe ou não dilatação. Depois, o toque costuma ser feito a cada três ou quatro horas para verificar o andamento do processo.

Apesar de ser um exame corriqueiro, muitas mulheres se sentem inseguras e desconfortáveis, já que se trata de um exame invasivo. Segundo os médicos, o procedimento só causa dor na mulher no caso de uma infecção. Sangramentos podem ocorrer, desde que em pequenas quantidades.

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Mesmo assim, a mulher deve ficar alerta em relação ao procedimento, já que muitas vezes ele acaba sendo banalizado a ponto de ser repetido várias vezes sem necessidade. De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), um exame vaginal a cada quatro horas de trabalho de parto já é suficiente e deve ser feito com delicadeza e restrito ao necessário, já que o excesso pode aumentar o risco de infecções.

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Vale lembrar que apenas profissionais competentes podem fazer o exame, como obstetras, enfermeiros e obstetrizes. O ideal é que todos os exames durante o parto sejam feitos pela mesmo profissional, evitando constrangimentos para a gestante.

O mais indicado é que a mulher converse sobre o assunto, a fim de estabelecer uma relação de confiança com o médico e evitar algum tipo de surpresa na hora do parto, já que existem casos em que a mulher reclama da quantidade excessiva do exame, o que pode caracterizar um caso de violência obstétrica.

Embora não seja comum, o exame pode ser feito nas últimas consultas do pré-natal, para saber se o parto está próximo ou para diagnosticar possíveis infecções.

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Revisado por: Claudia Lyn Nishimura, médica ginecologista e obstetra. Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) (CRM/ SP 57701)

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