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Conjuntivite em bebês; saiba como combater

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Trata-se de uma inflamação da membrana que recobre a parte branca do olho, a córnea, e a parte interna da pálpebra, chamada de conjuntiva. A incidência dessa infecção aumenta exponencialmente com a chegada do verão, quando as crianças passam muito tempo brincando em parquinhos, piscinas e na praia. Entre os principais sintomas estão os olhos avermelhados, a saída de secreção amarelada (remela) e lacrimejamento excessivo.

Todo tratamento para a conjuntivite deve ser indicado pelo oftalmologista ou pediatra e, aos primeiros sinais da doença, a mãe deve procurar o médico, já que algumas formas de conjuntivite podem evoluir para quadros mais sérios, como pneumonia e meningite.

Tipos
Existem tipos diferentes de conjuntivite e seus respectivos tratamentos. Conheça cada uma deles:

Conjuntivite viral – é o tipo mais comum da doença, causada por um vírus que se dissemina facilmente pelo ambiente e geralmente sara naturalmente entre 7 a 14 dias. Nesse caso, os pediatras recomendam compressas de soro fisiológico no local e também limpeza constante dos olhos, sempre utilizando gaze ou algodão diferente para cada olho.

Conjuntivite bacteriana – Também é frequente em crianças e assim como a conjuntivite viral, é de fácil contágio. Os médicos costumam indicar pomadas antibióticas e colírios para remediar a doença. É preciso ficar atenta à melhora desse quadro, pois esse tipo de conjuntivite pode evoluir para meningite e pneumonia. Caso seu filho demore a melhorar, entre novamente em contato com o médico.

Conjuntivite alérgica – Esse quadro é resultado de alguma substância que irrita a conjuntiva e precisa ser identificada o quanto antes, para que o bebê não seja exposto novamente e volte a apresentar o quadro. O agente causador pode ser tanto o cloro da piscina, a poluição e até alergia a gatos. Normalmente o tratamento consiste em remédios anti-histamínicos por via oral ou colírio.

Contágio
É importante lembrar que a conjuntivite é altamente contagiosa e alguns cuidados devem ser tomados para que esse quadro não seja transmitido para mais pessoas. Portanto, siga as recomendações:

• Quando a criança apresentar os sintomas, não a leve para a creche ou a escolinha;
• Não compartilhe objetos como toalhas e roupas de cama, principalmente a fronha, com a criança;
• Lave bem as mãos antes e depois de cuidar dos olhos do pequeno;
• Lembre-se de sempre de limpar o olho da criança com soro fisiológico ou água filtrada, para que diminua o índice de contágio.


Revisado por: Marcia Keiko Uyeno Tabuse, Médica Oftalmologista e professora de Oftalmopediatria da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) (CRM 49.978)

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