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Cuidados necessários com a moleira

A delicada região da cabeça costuma ficar rígida até o 18º mês de vida do bebê
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A fontanela, popularmente chamada de moleira, costuma dar aflição aos pais e alguns até temem tocá-la. Ao contrário dos adultos, o crânio do bebê não é rígido, e sim flexível, já que seus ossos não estão completamente soldados uns aos outros. “A fontanela é o espaço que fica entre os ossos que formam o crânio do bebê”, afirma o médico pediatra Raul Gutierrez Lamelas, do Hospital e Maternidade Brasil.

Poucas pessoas sabem, mas existem dois tipos de moleiras. A maioria conhece  a anterior, que fica na parte de cima da cabeça do bebê, e seu tamanho varia, chegando até a dois dedos de largura. Já a fontanela posterior, que muitas vezes nem é notada, é menor e fica na parte de trás da cabeça.

“Entre nove e 18 meses a fontanela anterior se fecha por conta do crescimento dos ossos do crânio. A posterior se fecha até os dois meses de vida, mas pode estar fechada já ao nascimento”, explica o médico Raul.

+Desenvolvimento do bebê dos 12 aos 24 meses 

Função

O espaço molinho na cabeça tem uma função muito importante. Durante o parto, a fontanela, composta de tecido fibroso e elástico, permite que a caixa craniana do bebê se contraia, facilitando assim a passagem da cabeça no nascimento.

Outra função é a de permitir o crescimento da caixa craniana e do cérebro, que ocorre de forma muito intensa. O perímetro da cabeça do bebê pode aumentar cerca de 10 cm, apenas no primeiro ano de vida. “Os ossos do crânio do bebê ainda não estão ‘colados’, o que garante o adequado desenvolvimento cerebral do bebê”, diz a pediatra Sandi Sato, da Maternidade Brasília.

A fontanela também ajuda o médico a detectar doenças como meningite e problemas como desidratação. Por isso, se notar algo de estranho na moleira do seu filho, como se ela estivesse afundada ou levantada, procure um pediatra. No entanto, não se alarme, pois o exame da moleira é um procedimento rotineiro dos médicos. Caso você note uma pulsação da moleira, não se preocupe. É perfeitamente normal, especialmente quando o bebê chora. Só é preocupante se estiver ausente ou intensa demais.

Sinal de alerta

O fechamento precoce – antes dos seis meses – da moleira, conhecido cientificamente como cranioestenose ou craniossinostose, pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro e causar problemas neurológicos, sendo às vezes necessária uma cirurgia. Já a demora no fechamento da moleira pode ser indicativo de hidrocefalia, doença que provoca excesso de líquido no cérebro e consequentemente atrapalha o desenvolvimento cognitivo e motor da criança.

Cuidados

De acordo com a pediatra Sandi, a moleira não é tão frágil quanto se imagina. “Com delicadeza e cuidado, esta área pode ser tocada e lavada na hora do banho”, afirma a pediatra. Mesmo assim, a moleira requer atenção e alguns cuidados para evitar traumas.

Em termos de proporção com o corpo, a cabeça do bebê é maior que a do adulto, o que torna sua sustentação pelo pescoço mais difícil, segundo o pediatra Raul. Portanto, movimentos bruscos da cabeça devem ser evitados e o bebê jamais deve ser chacoalhado de maneira intensa. “Qualquer trauma pode ter repercussão clínica e deve ser evitado. Traumas de maiores proporções podem causar fraturas ósseas, hemorragias e lesões ao tecido cerebral”, finaliza Raul.


Fontes: Raul Gutierrez Lamelas, médico pediatra do Hospital e Maternidade Brasil, pertencente à rede D’Or São Luiz (CRM/SP 37893)

Sandi Sato, médica pediatra da Maternidade Brasília, pertencente à rede Ímpar  (CRM/DF 11335)

2 Comentários

  • Meu sobrinho teve cranioestenose!! No começo foi muito difícil, mas depois da cirurgia ficou tudo tranquilo,, Deus nos da muita força!! Mas tem que ficar em alerta.

    • Olá, Gislaine, tudo bom? Ficamos felizes em saber que seu sobrinho ficou bem após a cirurgia. Obrigado por partilhar sua esperiência conosco e com as outras mães e familiares. Abraços, Equipe Clickbebê

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