Como fica o banho de sol do bebê durante o inverno?

Filtro solar é necessário mesmo na época mais fria do ano
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Mesmo no inverno e em dias nublados, os bebês devem tomar banho de sol, o que é importantíssimo para ativar a vitamina D no organismo e evitar o raquitismo, doença cujo principal sintoma é o enfraquecimento dos ossos do bebê. Isso, porque a vitamina D ajuda na absorção do cálcio e, consequentemente, no fortalecimento dos ossos.

“A alimentação é responsável por suprir apenas 20 a 30% das necessidades diárias de vitamina D e o restante vem do suplemento da vitamina e da própria exposição solar. Por isso, a alimentação, o medicamento e a exposição solar precisam ser realizadas de forma contínua durante o primeiro ano de vida”, ressalta Luciana da Costa, nutricionista da maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo.

Cuidados   

Em um país tropical como o Brasil, nem mesmo as nuvens de um dia fechado conseguem bloquear totalmente o sol. Inclusive, os cuidados em relação à exposição do bebê aos raios solares continuam sendo os mesmos que os dos dias quentes, e não devem ignorados pelos pais.

“O índice da radiação no inverno é menor do que no verão, mas mesmo assim ela atravessa as nuvens e pode causar prejuízos à saúde. A radiação do nosso inverno é considerada semelhante à do verão dos países do hemisfério norte, como os da Europa”, diz a dermatologista Ana Mósca, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O horário de levar o bebê para tomar sol no inverno é o mesmo do verão: entre as 8 e 10 horas da manhã ou depois das 16h. Ao contrário do verão, não há como deixar o bebê apenas de fralda por conta do frio e, por isso, o banho de sol precisa levar alguns minutinhos a mais, cerca de 15 minutos. “A exposição ao sol para a síntese de vitamina D deve ocorrer com o bebê vestido – apenas face e mãos expostas, sem chapéu durante três vezes por semana”, recomenda a nutricionista Luciana.

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Filtro solar

“Os cuidados devem ser os mesmos que nos dias de céu aberto. O protetor solar tem produtos químicos na sua composição, por isso só é indicado a partir dos seis meses, sempre na versão própria para bebês. Antes dessa idade, deve-se usar apenas proteção física, ou seja, roupas, chapéus, bonés, sombrinhas, etc”, afirma a dermatologista Ana Mósca.

O tempo de exposição não deve ser superado jamais e o sol das 10 às 16h horas deve sempre ser evitado, pois é nessa parte do dia que a radiação do sol é mais alta e perigosa para a pele. “É sempre importante lembrar os pais de que não se deve expor a criança ao sol do meio-dia jamais, mesmo que ela esteja com protetor solar”, completa a dermatologista.

O protetor solar deve ser aplicado da maneira correta ou o bebê não estará protegido do sol. Os pais devem colocar uma camada do produto em todas as regiões que tendem a receber mais raios solares, como a cabeça – principalmente se o pequeno ainda por carequinha –, os braços e as pernas.

Todos esses cuidados são necessários, mesmo no inverno, para evitar problemas de pele a curto e a longo prazo. “A primeira consequência da superexposição do bebê ao sol é a queimadura da pele, muitas vezes visível e outras vezes nem tanto. Essas queimaduras vão, ao longo do tempo, prejudicando a pele da criança e no futuro podem causar sardas, manchas e até mesmo o câncer de pele quando o indivíduo se tornar adulto”, alerta a dermatologista Ana Mósca.

Antes dos seis meses

Durante muito tempo os médicos incentivaram os pais a levarem seus pequenos para tomar banho de sol diariamente desde o nascimento. Porém, com o avanço das pesquisas na área da dermatologia sobre problemas de pele, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou o Consenso Brasileiro de Fotoproteção. O documento afirma que os malefícios da superexposição aos raios solares são cumulativos, tornando os cuidados com a pele necessários desde o nascimento do bebê.

Diante disso, muitos pediatras passaram a não recomendar o banho de sol antes dos seis meses de idade. “A radiação dos raios solares no Brasil é muito alta. Portanto, bebês com menos de seis meses não devem se expor ao sol”, finaliza Ana Mósca.

Como ainda há pediatras que defendem a necessidade do banho de sol diário para bebês recém-nascidos, o ideal é que a mãe converse com o médico sobre o assunto e siga as orientações passadas pelo profissional.

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Fonte:

Ana Mósca, dermatologista diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (CRM/RJ 52-37258-0)

Luciana da Costa, nutricionista da maternidade Pro Matre Paulista (CRN3 13.395)

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