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Colo demais faz o bebê ficar manhoso?

Especialistas respondem à questão e ensinam a lidar com os excessos
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O contato físico entre mãe e filho tem diversos benefícios comprovados pelos médicos, como o aumento do vínculo familiar e até mesmo a redução do risco de doenças. Por isso, o colo da mãe é um porto seguro para o pequeno, principalmente nos primeiros dois meses de vida, quando ainda está se acostumando com o mundo fora do útero da mãe.

Mas quem é que nunca ouviu falar que colo demais pode deixar o bebê “mal-acostumado” ou manhoso? Para muitos pediatras, a ideia de colo fazer um bebê ficar mimado é ultrapassada e inclusive já foi provada até em pesquisas. De acordo com um estudo da Universidade de Notre Dame, na Austrália, crianças que se sentem amparadas pelo pais têm melhor saúde mental e, ao crescer, são mais empáticas, gentis e produtivas.

Para a psicanalista Claudia Mascarenhas, especializada em psicopatologia do bebê, não é dar ou não o colo que vai deixar a criança mal acostumada. Basta o bom senso dos pais. “O limite do colo precisa coincidir com a possibilidade da criança de andar e também que o colo não sirva como uma forma de chantagem do bebê”, indica Claudia.

É necessário que os pais entendam os motivos de o bebê pedir colo e que há diversos tipos de situações diferentes, que nem sempre são apenas manha. Isso, porque ele procura afeto ao sentir incômodo físico ou emocional, mesmo que não saiba explicar o motivo. “No entanto, a forma dos pais de lidarem com o bebê que pede colo o tempo todo vai depender do que está provocando esse comportamento”, completa a psicanalista.

A especialista reforça ainda que não há um limite de idade para a criança ir para o colo dos pais. “Geralmente, quando o bebê já está maior e andando bem, ele só pede colo em caso de necessidade – quando se machuca ou está triste. Colo pode ser dado sem se preocupar com limite de idade, porque é um acolhimento”, afirma a psicanalista.

+Conheça mais benefícios do contato físico

Exageros

Colo é bom e toda criança gosta, mas é claro que não deve haver exageros nem por parte dos pais e nem pela criança, que precisa passar por todas as fases do desenvolvimento e isso inclui brincar no chão ou no tapete de atividades. Aos seis meses de vida, quando o bebê atinge um melhor desenvolvimento motor, naturalmente ele vai querer ficar no chão para explorar o mundo. É dessa forma que adquire firmeza nas pernas, para começar a andar.  Se o pedido acontecer com muita frequência, talvez algo não esteja bem emocionalmente.

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Além do colo, o pediatra Pedro Lipka, da Clínica Perinatal Laranjeiras/Barra diz que as mães podem utilizar outros métodos para confortar o bebê. “Nunca aconselho a mãe a negar o colo ao bebê, mas é possível criar outros elementos motivadores, como botar uma musiquinha perto do berço, brincar de maneiras diferentes ou fazer massagem. Tudo isso vai passando segurança para o bebê, sem estender o colo por muito tempo”, diz.

Portanto, se a mãe e o filho adoram um colinho, não é preciso deixá-lo de lado, até porque o carinho e o afeto da família são muito importantes para o desenvolvimento do bebê. Contudo, jamais pode faltar bom senso. “Botar o bebê no colo deve ser realmente para atender ao anseio dele e, nunca, fazer do colo uma muleta para a mãe ou para o bebê”, finaliza o pediatra Pedro Lipka.

+ O colo traz mais benefícios ao bebê do que se imaginava 

Fontes: Claudia Mascarenhas, Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e especializada em psicopatologia do bebê. Também é diretora clínica do instituto Viva Infância (CRP/SP 47624)

Pedro Lipka, pediatra da Clínica Perinatal Laranjeiras/Barra (CRM/RJ 52 43186-0)

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  • O meu só quer dormir no braço e eu em pé ou eu colocar ele no carrinho e ficar pra lá e pra cá balançando com o pé. Obs: vai completar 4 meses

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