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Vacina contra coqueluche: cobertura da em gestantes caiu para 38% em 2017. Sintomas da doença se confundem com um resfriado comum

Bebês também precisam ser protegidos, pois a maioria dos casos de óbitos concentra-se em crianças menores de 6 meses
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A cobertura vacinal contra coqueluche entre gestantes chegou a apenas 38,4% em 2017, apesar de a vacina ser gratuita para esse público nos postos de saúde, segundo dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). O Distrito Federal e o Acre tiveram as menores coberturas no ano passado, com apenas 15,8% e 15,4% das gestantes vacinadas, respectivamente.

“A coqueluche é uma doença infecciosa altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que compromete o aparelho respiratório humano (traqueia e brônquios). A doença é mais perigosa em bebês menores de 2 meses de idade e é transmitida facilmente de pessoa para pessoa, principalmente por meio de gotículas produzidas por tosse, fala ou espirros”, informa a pediatra Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas da GSK no Brasil.

As mães são a fonte de infecção mais comum da coqueluche em bebês, sendo responsável por mais de 37% dos casos. Por isso, a prevenção da mãe é uma forma de proteger o bebê da doença.

Mortalidade infantil

A coqueluche é uma importante causa de mortalidade infantil em todo o mundo. A maioria dos casos e óbitos se concentra em crianças menores de um ano de idade, especialmente nos primeiros seis meses de vida, porque nessa fase ainda não completaram o esquema primário de vacinação com DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche) e, por isso, estão mais suscetíveis à infecção. 

Sintomas da coqueluche

Os primeiros sintomas podem durar de 1 a 2 semanas e, geralmente, incluem coriza, febre baixa, tosse leve ocasional e apneia (em bebês). Além disso, a coqueluche, em seus estágios iniciais, pode ser confundida com um resfriado comum. Geralmente ela não é diagnosticada até que os sintomas mais severos apareçam.

As complicações da coqueluche podem incluir sinusite, pneumonia, otite média, perda de peso, incontinência urinária, fratura de costela e desmaio. Mais de 90% das crianças menores de 2 meses que contraem a coqueluche são hospitalizadas, devido a complicações associadas à doença.

Prevenção

A principal medida de prevenção da coqueluche é a vacinação. O Calendário de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda para a gestante a administração de 1 dose de de vacina contra difteria, tétano e coqueluche a partir da 20ª semana de gestação, a cada gestação.

Gestantes nunca vacinadas e/ou com o histórico vacinal desconhecido devem ter um outro esquema de vacinação e, para isso, devem consultar seu médico, indica a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).


Fonte: Bárbara Furtado, pediatra e gerente médica de vacinas da GSK no Brasil. (CRM 72109-3/RJ)

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