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Bebês correm mais risco de contrair a pneumonia

A doença é a principal causa de morte de menores de 5 anos, segundo relatório da Unicef
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Um simples resfriado ou gripe podem virar um quadro de pneumonia, infecção pulmonar que causa tosse forte acompanhada de catarro, dificuldade para respirar e febre acima dos 38º. A doença é a principal causa de morte de crianças abaixo de 5 anos, atingindo 1 milhão de vítimas em 2015, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de 2016.

“As pneumonias são mais frequentes em crianças com menos de dois anos, pois nessa idade o sistema imunológico é naturalmente mais imaturo. A doença pode ser causada por agentes infecciosos diferentes (vírus e bactérias) e o tratamento difere de acordo com a causa”, explica o pneumologista pediátrico Alfonso Eduardo Alvarez, vice-presidente do Comitê de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Pneumonia viral e bacteriana

Os pais devem ficar alerta se o resfriado ou gripe progredir ao invés de melhorar, além de haver febre acima de 38º, quadro caracterizado pela pneumonia viral. Já na pneumonia bacteriana, os sintomas podem chegar de maneira repentina. Sinal de alerta quando o bebê parece abatido, mesmo após a febre ter diminuído.

Nesses casos, a criança precisa ser atendida pelo pediatra, que fará a ausculta pulmonar para identificar ruídos incomuns na respiração do bebê. “O diagnóstico é feito baseado na história clínica e no exame físico da criança. Se houver suspeita de pneumonia, uma radiografia de tórax pode ser solicitada”, afirma o médico Alfonso.

A prevenção da pneumonia por parte dos pais deve ser constante, mas deve se dar atenção especialmente no inverno, época em que os ambientes fechados e com pouca ventilação propiciam a transmissão de doenças. “Para prevenir o mal, a criança deve estar com as vacinas em dia, principalmente contra o pneumococo, a principal bactéria causadora de pneumonia; e contra a gripe, já que complicações podem evoluir para pneumonia. Além disso, é muito importante evitar aglomeração em lugares fechados”, recomenda o pneumologista.

Além desses cuidados, os pais também devem sempre cuidar da higiene do bebê e das pessoas que entram em contato com ele, exigindo que todos lavem as mãos antes de segurá-lo. Agasalhar corretamente e evitar exposição ao frio e ao vento sem necessidade também reduzem o risco de pneumonia.

Outro fator importante é o fumo passivo, responsável por aumentar as chances de o bebê ter doenças como pneumonia. Portanto, o ideal é que os pais não fumem perto da criança ou nos ambientes da casa.

Tratamento

O tratamento costuma variar de acordo com o tipo da pneumonia, a intensidade dos sintomas e a idade da criança. Quando o problema é causado por bactérias, são prescritos antibióticos. Na pneumonia viral, geralmente o tratamento é feito com inalações, repouso, hidratação e remédios para aliviar os sintomas.
Apesar de ser um cenário temido por toda mãe, a internação pode ser necessária em alguns casos. “Dificuldade respiratória é um dos sintomas que podem exigir internação. Nesse caso, a criança também costuma apresentar dificuldade para se alimentar e pode ter desidratação, quando requererá a hidratação endovenosa”, finaliza o pneumologista.

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Fonte: Alfonso Eduardo Alvarez, pneumologista pediátrico, vice-presidente do Comitê de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e fundador do CEPAP (Centro de Pneumologia e Alergia Pediátrica) (CRM/SP 80599)

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