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Bebê pode usar repelente?

Abaixo e acima de seis meses, as indicações médicas para o uso de repelentes são diferentes, além disso apenas um princípio ativo pode ser usado

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Ninguém, muito menos um bebê, merece ouvir aquele zum zum zum irritante e ser picado por um pernilongo, não é mesmo? Brincadeiras à parte, o assunto é sério, ainda mais quando se trata de doenças virais como dengue, chikungunya e zika. Nesses casos, o repelente é uma das armas contra o pernilongo e o mosquito Aedes aegypti, que pode trazer consequências graves. No entanto, o uso é liberado após os seis meses, mas com muitas restrições. Acompanhe as indicações.

Até os seis meses de idade
Não se deve passar repelentes em bebês de até seis meses, já que a pele dos pequenos é bastante sensível e mais sujeita a alergias, coceiras e irritações. Em relação aos mosquitos, a proteção deve ser feita com roupas, além de manter as janelas bem fechadas e com telas em áreas com alta concentração de insetos, segundo indicação da dermatologista Juliana Cahali, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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“O ar condicionado é muito eficaz para prevenir picadas. Sinal verde para os repelentes de tomada, embora com alguns cuidados. O ideal é ligar o aparelho algumas horas antes de dormir e com a janela aberta. Em seguida, retirar da tomada e fechar a janela, sempre mantendo uma distância de 2,5 metros de quem utiliza, para evitar alergias”.

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A partir dos 6 meses até os 2 anos

Bebês com mais de seis meses estão liberados a usar repelentes, mas sempre com muito cuidado e com recomendação médica. O uso em excesso pode irritar a pele dos pequenos e causar alergia, vômito, tontura e dor de cabeça. Por conta disso, as sociedades médicas brasileiras e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria alertam que o repelente só deve ser usado em casos de real necessidade, com muita cautela e, de preferência, só uma vez ao dia.

Na hora da compra, atenção redobrada! Isso porque só existe um princípio ativo permitido para crianças até dois anos: o IR 3535, identificado na embalagem. Ao passar, cuidado para a criança não colocar a mãozinha em seguida na região, já que elas costumam levar as mãos frequentemente à boca. Se for o caso, lave imediatamente e a distraia para não voltar a entrar em contato com o produto. No caso de qualquer reação alérgica ou intoxicação, lavar a área onde o repelente foi aplicado e entrar em contato com o serviço de controle de intoxicações ou serviço médico, como pronto-socorro de hospitais. Levar junto a embalagem do produto, ajuda no pronto-atendimento.

No uso de repelentes, saiba que:
– Nunca deixe o bebê dormir com repelente aplicado no corpo;
– Quanto maior a temperatura, principalmente acima de 30 graus, menor a duração dos repelentes;
– Evite o uso de produtos que combinam repelentes e protetores solares no mesmo produto, pois os repelentes diminuem a eficácia do protetor solar. Se necessário, aplique primeiro o protetor solar, espere por 20 minutos e, então, aplique o repelente;
– Os repelentes ultrassônicos ou à base de luz são ineficazes, segundo os especialistas, assim como as pulseiras repelentes;
– Evite o uso próximo de mucosas (os repelentes irritam as mucosas) ou sobre a pele irritada. Não passe próximo aos olhos, nariz e boca;
-Siga orientação do fabricante quanto ao número de vezes que o produto pode ser reaplicado. De preferência, utilize só uma vez ao dia.

Saiba mais como proteger seu filho dos mosquitos na nossa matéria sobre roupas repelentes.


Fonte:
Juliana Cahali, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e membro do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês. (CRM/SP: 97420)

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