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4 mitos sobre o sexo na gravidez

Derrube as crendices populares a respeito das relações sexuais e aproveite a fase para estreitar os laços com o parceiro
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Se o sexo já é tabu na nossa sociedade, o assunto toma proporções ainda maiores durante a gestação. Por este motivo é que as relações sexuais nesse período estão cercadas de mitos e crendices, o que pode prejudicar até o relacionamento do casal. Manter a vida sexual ativa ao longo dos nove meses é seguro e recomendado por especialistas.

O sexo somente deve ser interrompido se o médico constatar, durante o pré-natal, alguma complicação ou risco de abortamento e trabalho de parto prematuro. O mais importante é a mulher se sentir bem e respeitar seus limites. Portanto, derrube os mitos, confira a informação correta e aproveite a fase para estreitar o vínculo com o seu parceiro.

Mito 1: a penetração machuca o bebê

O pênis não machuca ou sequer atinge o bebê na penetração, já que a proteção do feto dentro da bolsa e dentro do útero não permite o contato. “Anatomicamente, é impossível o pênis alcançar o colo do útero, que é rígido, com cerca de 5 cm de espessura. Além disso, não há nenhum contato do útero com a vagina, portanto não há como machucar o feto”, explica o médico e terapeuta sexual João Borzino, com especialização em Sexualidade Humana.

Mito 2: desejo sexual em baixa

“Isso pode acontecer com algumas mulheres, principalmente no primeiro trimestre, pela influência da progesterona e da prolactina, que podem diminuir o desejo sexual, mas isso não é uma regra”, diz o terapeuta sexual João Borzino. Depois de passar por tantas mudanças hormonais e emocionais, a mulher se sente mais disposta e com a autoestima em alta, e isso costuma refletir no aumento da libido no segundo trimestre da gestação.

Nessa fase os hormônios atuam na vascularização da região da vagina, favorecendo a sensação de prazer no ato sexual. No terceiro trimestre é natural que caia a frequência das relações sexuais, por conta do barrigão e os desconfortos associados ao final da gestação.

Mito 3: alargamento do canal vaginal

A crendice popular diz que após o parto natural o canal da vagina pode ficar mais largo, o que proporcionaria “menos” prazer ao homem. “Isso não passa de um mito. Para a passagem do bebê, o canal da vagina precisa que a musculatura se alargue, mas após o parto tudo volta ao normal. A mulher continuará com musculatura apta para as relações sexuais sem quaisquer prejuízos”, garante o médico João Borzino. No entanto, é prudente que a mulher cuide de sua musculatura do assoalho pélvico durante a gravidez, fazendo exercícios específicos, para evitar problemas como incontinência urinária.

+Saiba como fortalecer a musculatura do assoalho pélvico

Mito 4: orgasmo provoca contrações

O prazer feminino não é o responsável por desencadear contrações e, consequentemente, um parto prematuro. Segundo o médico João Borzino, o orgasmo realmente é capaz de criar contrações naturais leves, mas ele não tem a força e nem as condições de desencadear o trabalho de parto. Na verdade, o orgasmo até funciona como um treino, pois ajuda a controlar e ativar as contrações e liberar ocitocina, que faz com que o útero sofra contrações. Tudo isso prepara a mulher para um parto mas favorável.


Fonte:
João Borzino, médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, com especialização em Sexualidade Humana. (CRM:104865)

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